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Queremos a ternura de volta!

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Tempo de muita correria, o Natal! Presentes, festas, comemorações de fim de ano e a gente tentando dar conta de tudo da melhor forma. Lojas cheias, trânsito pior do que no ano todo, enfim – é preciso paciência pra viver esses dias sem muito estresse, procurando focar no que deveria ser nossa meta principal: o aniversário da vinda do Mestre Jesus a este nosso planeta. Pensando nisto, veio-me à cabeça uma palavra que acho muito forte e importante e que está fazendo falta em nossos dias. TERNURA



No outro dia, estava fazendo ginástica numa academia e olhando os alunos. Havia um casal muito jovem de namorados que me chamou a atenção pelo carinho que a todo instante faziam um no outro. Sabem quando sentimos que o olhar da pessoa é cheio de ternura… Quando o sorriso acompanha cada gesto, quando o cuidado com o companheiro nunca é esquecido? Que coisa bonita e boa de se ver! Com minha vontade constante de expressar o que sinto, quis dizer a eles que cuidassem daquele sentimento tão lindo, para que nada perturbasse a relação deles. Mas apenas orei em silêncio pedindo por eles, para que fossem protegidos de interferências negativas.

O sorriso aberto e sincero das crianças! Tenho 6 netos e me delicio com a convivência que posso ter com eles. Costumo dizer que quando os encontro recebo um banho de amor, pois me nutro de uma energia maravilhosa! O mundo está carente de ternura, de olhos nos olhos, dizendo sem palavras o que o coração sinaliza e eterniza… Não estou falando de relações cheias de tesão, de encontros fortuitos, estou me referindo aos encontros de almas, de energias que se tocam, se reconhecem, se embalam e se encantam, abençoados instantes realmente divinos. A correria e as tensões constantes, o medo que o mundo violento nos faz sentir, o isolamento que tudo isto propicia, está nos roubando os instantes de verdadeiros encontros, de real ternura, de entrega e de sonhar acordado. Que pena! Para que tanto desgaste, se não estamos nem um pouco mais felizes, mais próximos, mais acalentados, mais acompanhados?

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Animais de estimação muitas vezes ocupam o lugar de um encontro cheio de verdadeira ternura. A fidelidade dos animais domésticos, que vivem para esperar o momento do encontro com seu dono, que balançam o rabo quando ouvem seus passos de volta pra casa, que muitas vezes adoecem quando o amigo está doente… nos comove.

Muitas crianças felizmente ainda encontram, quando aqui chegam, um ambiente enfeitado com cores alegres, harmoniosas, música suave, beijos e abraços. Mas elas crescem e muito depressa. E tudo vai mudando. E nós, adultos, sabemos como nos sentimos sós neste mundo onde há tanta tecnologia propiciando a comunicação rápida, mas sem verdadeira sinceridade, sem ternura, sem aconchego, sem cumplicidade.

Por que não dizer o que sentimos, sempre que possível? Principalmente se for “eu o amo, sinto sua falta, tenho saudades”? Qual o perigo que corremos quando fazemos isto?

Se um amante se vai, o Amor continua em nós! Não perdemos nada, podemos seguir adiante, mais preenchidos, mais conscientes e sabendo que logo poderemos ter uma nova experiência amorosa tão gratificante quanto. O que importa é amar. Expressar este sentimento divino que nunca deve ser considerado ruim ou perigoso, mas vital e forte, capaz de operar verdadeiros milagres!


Conservemos o amor que sentimos por todos que nos inspiraram, nesta vida, esta ternura tão extraordinária! Se não pudermos viver próximos de quem amamos por alguma razão, nem por isto o amor precisa fenecer. Deixemos ele onde está, torcendo pelo bem-estar de quem gostamos e vamos em frente!

Importa amar e expressar ternura! O mais possível! Que seja esta a nossa meta neste Natal. Que plantemos esta semente onde estivermos e veremos que tudo irá se transformando, como se luzinhas prateadas fossem se acendendo a iluminar todos os caminhos, todos os cantinhos deste planeta. Pode ser um sonho! Mas acho que V. concorda comigo: é um sonho lindo e vale a pena a gente tentar.

Por Maria Cristina Tanajura


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