Comportamento

“Tô com reiva”, “Querimbóra”: psicólogo revela ensinamento que podemos aprender com Juma!

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Cheia de bordões e dona de si, Juma Marruá é um exemplo claro de quem sabe dizer “não”, diz especialista.

Ser fiel a si mesmo e dizer “não” quando precisa pode ser uma das grandes dificuldades das pessoas atualmente. É preciso entender que não temos como agradar a todos sempre, mesmo que seja nosso desejo. Isso porque deixar de viver suas verdades pode impactar negativamente na vida, pois fazer o que o outro quer, muitas vezes, faz com que deixemos nossos próprios objetivos de lado.

Uma das personagens mais fortes e independentes que vemos no novo remake “Pantanal”, transmitido na TV Globo, é Juma, interpretada pela atriz Alanis Guillen. Ela é um exemplo claro de quem sabe dizer “não” e não foram poucas as vezes em que Juma se mostrou dona de si. Independente, Juma não se deixa levar pelo o que outros querem que ela faça, mantendo-se fiel a quem ela é.

Criada por Maria Marruá (Juliana Paes), Juma foi ensinada desde criança a ser uma pessoa independente, “se virando” sozinha, sem confiar em ninguém, principalmente nos homens. Seus bordões mais repetidos, como “Tô com reiva” e “Querimbóra” são um sucesso nas redes sociais, onde os internautas aplaudem sua liberdade e atitudes.

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Direitos Autorais: Reprodução/Twitter

Apesar de alguns já terem se cansado da repetição de seus bordões, outros admiram, desejando ter a capacidade de Juma para dizer “não” às pessoas quando querem, seguindo o que desejam verdadeiramente. Por isso, na web, Juma tem dado o que falar com seu espírito de liberdade e independência, no qual se tornou grande inspiração para os fãs que acompanham seu desenvolvimento na novela.

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Direitos autorais: Reprodução Twitter / @solitamaisfeliz

A importância do “não”

De acordo com o Yahoo, o psicólogo Alexander Bez, especialista em relacionamentos pela Universidade de Miami (UM) e especialista em Ansiedade e Síndrome do Pânico pela Universidade da Califórnia (UCLA), diz que o “não” é muito importante para impor limites aos outros.

Apesar de ser difícil para muitos, o “não” pode ser algo extremamente positivo e determinante no futuro da vida das pessoas em geral. É algo existencialmente promissor, segundo o psicólogo, principalmente em casos extremos como o “não” às drogas, às relações tóxicas e aos companheiros violentos. Além disso, o “não” não se restringe apenas a fala, mas também em toda a conduta da pessoa, que precisa ser mudada para definitivamente se afastar das coisas que não deseja.

Ainda segundo o especialista, é possível trabalhar a elevação da autoestima na psicoterapia psicanalítica, de modo com que a pessoa entenda melhor seus verdadeiros desejos e consiga dizer “não” a coisas que desaprova ou que não quer fazer.

No entanto, também é importante destacar que Alexander Bez diz que algumas pessoas já nascem com esse “poder” no DNA. Chamado de “personalidade soberana”, ao acompanhar a jornada de Juma Marruá em “Pantanal”, o quadro se encaixa perfeitamente com o perfil da mulher, que é livre para ser e fazer o que quiser.

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De acordo com o profissional, essa personalidade é transmitida geneticamente, sendo a base da fortaleza pessoal da mulher. Além disso, nas personalidades soberanas as mulheres demonstram independência e autossuficiência, ou seja, não se importa e nem precisa da opinião das outras pessoas.

Ademais, esta personalidade também vem acrescida de diversos pormenores, como uma compreensão mais afiada; maior capacidade de avaliação das coisas; detecção mais apurada acerca dos outros; opinião previamente estabelecida e a capacidade incrível de romper uma relação tóxica.

Para deixar claro, o psicólogo Alexander Bez destaca que essa personalidade não tem a ver com não conseguir conviver com outras pessoas. Com a personalidade soberana, a pessoa vive e convive com os outros normalmente, mas não se deixa influenciar por elas.