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Racismo: Garota se recusa a ir à escola depois de ter tranças cortadas por colegas

Garota se recusa a ir a escola depois de ter trancas cortadas por colegas
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Uma menina se recusa a ir à escola em Pedras Grandes (SC) depois de ser ofendida e ter as tranças cortadas por outros estudantes. A mãe da vítima relatou o caso de racismo nas redes sociais e disse que a família deve se mudar de cidade em breve.

Cristina Zelma Mônica Magalhães, disse que a filha ainda sofre com a lembrança da violência e chora ao ter que ir ao colégio. Ela foi à polícia, no dia 16 de novembro, após relatar o caso pela primeira vez em seu perfil no Instagram.

Segundo relato, a colega afirmou ter cortado o cabelo por ser “um cabelo de negro, cabelo ruim”. A máscara de proteção contra a infecção por covid-19 também foi cortada.

A garota pediu que a mãe tirasse o restante de suas tranças depois do episódio de violência.

 

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Uma publicação compartilhada por Cristina Zelma Monica (@zelmamonica)

Como denunciar racismo

Casos como esses estão longe de serem raros no Brasil. Para que eles diminuam, é fundamental que o criminoso seja denunciado, já que racismo é crime previsto pela Lei 7.716/89. Muitas vezes não sabemos o que fazer diante de uma situação como essa, nem como denunciar, e o caso acaba passando batido.

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Direitos autorais: Reprodução/Instagram.

Para começar, é preciso entender que a legislação define como crime a discriminação pela raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional, prevendo punição de 1 a 5 anos de prisão e multa aos infratores.

A denúncia pode ser feita tanto pela internet, quanto em delegacias comuns e nas que prestam serviços direcionados a crimes raciais, como as Delegacias de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi), que funcionam em São Paulo e no Rio de Janeiro.

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