Comportamento

Rapaz descobre, por acaso, que estava desaparecido havia 13 anos. Ele tinha sido sequestrado pelo próprio pai!

Enquanto tentava ingressar na universidade, já com 18 anos, Julian Hernandez percebeu que seu número do Seguro Social estava errado, isso fez com que descobrisse que havia sido sequestrado.



Em Cleveland, nos Estados Unidos, um caso complexo e delicado aconteceu. Após 13 anos de angústias e muito sofrimento, em 2002, uma mãe viu seu filho desaparecer quando tinha apenas 5 anos. Tudo aconteceu no Alabama e, depois de terminar o relacionamento com o pai da criança, ela se viu completamente sem chão com o sumiço do filho.

A simples ideia do fim do relacionamento, segundo reportagem da CBS, fez com que Bobby Hernandez sequestrasse o filho como forma de vingança. A mulher, que nunca deixou de procurar o filho, encontrou apenas um bilhete que dizia que seu ex-companheiro havia levado a criança. A polícia, que suspeitou de Bobby na ocasião, não o encontrou, o que fez com que esse sofrimento durasse 13 anos.

Bobby se mudou com Julian Hernandez para Ohio, trocou seu nome para Jonathan Mangina e iniciou nova vida sem nunca entrar em contato com a mãe do menino, que preferiu não ser identificada.


Por mais de uma década, Julian viveu uma vida aparentemente normal, mas afirmou ter sido extremamente doloroso crescer sem mãe.

Direitos autorais: reprodução/Cuyahoga CountyPresecutor’s Office.

Quando completou 18 anos, Julian queria entrar na universidade, mas percebeu que seu número do Seguro Social não estava correto, ali começa a se desenrolar uma trama inacreditável, que expõe muito sofrimento e irresponsabilidade. Ao longo dos anos, a polícia continuou a procurar o garoto, indo atrás de todas as pistas que encontrasse, mas elas levavam apenas a becos sem saída.

Em 2015, Julian descobriu, através de um orientador da escola que frequentava, que seu nome estava na lista do Centro Nacional de Crianças Desaparecidas e Exploradas, um banco de dados que reúne todos os desaparecimentos de crianças no país.


Aos 53 anos, Bobby confessou ser o responsável pelo sequestro do próprio filho, recebendo mais duas acusações de interferência de custódia e 10 outras acusações de adulteração de registros.

Durante o julgamento, não foi explicado como o pai conseguiu criar novas identidades e novos números de previdência social, os detalhes da vida que levavam juntos em Cleveland também não foram revelados. Seu advogado, Ralph DiFranco, disse que o pai sabia que um dia seria pego, mas que, durante todo esse tempo, foi um pai exemplar para Julian, ele estaria muito arrependido mas, também, aliviado, já que a trama de mentiras havia finalmente acabado.

A mãe de Julian, representada pela advogada Gloria Allred, um dos nomes mais famosos da área no país, enviou uma declaração dizendo que a resolução do caso criminal pode finalmente uni-la ao filho. O promotor do caso, Tim McGinty, relatou que esse é um caso extremamente cruel, já que o pai privou Julian de conviver com sua mãe e familiares maternos, e que iria garantir que ele cumprisse longos anos na prisão.

Suspeita-se que Julian tenha feito uma postagem no site Reddit, onde expõe o que estava passando, quando descobriu que havia sido sequestrado. Na mensagem, o rapaz explica que, quando descobriu a inconsistência no seu número do Seguro Social, confrontou o pai, que explicou tudo o que havia acontecido. Ele pede ajuda e explica que deseja resolver todas as pendências o mais rápido possível, já que as fraudes do pai impossibilitam a continuidade da sua vida.


Direitos autorais: reprodução/Reddit.

Mesmo tendo passado por tudo isso, Julian afirma na postagem que não sentia raiva do pai e que devia a ele sua formação e conduta. Ao longo de sua infância, revela que o pai sempre lhe perguntava se ainda o amaria, caso tivesse cometido um crime horrível, e diz que chegou à conclusão de que o amava da mesma forma que antes. Seu maior desejo era que Bobby não fosse preso já que, além dele, tinha mais uma filha pequena para cuidar.

Ele foi sentenciado a quatro anos de prisão e, apenas um ano depois, entrou com pedido para sair da cadeia, disposto a permanecer sob qualquer supervisão alternativa que o tribunal julgasse apropriada.

A mãe de Julian, através de sua advogada, informou que em alguns momentos chegou a pensar em suicídio e a avó materna afirmou que Bobby era uma pessoa controladora e vingativa.


Ao tentar explicar, o pai chorou muito e disse que Julian foi a pessoa mais importante da sua vida. A justificativa não foi aceita pelo promotor, que afirmou que Bobby fez o próprio filho acreditar que a mãe não era uma pessoa amorosa e que o tinha abandonado.

Direitos autorais: reprodução/CBS.

Julian disse que o tempo em que esteve com o pai foi o único momento em que se sentiu em paz e em casa, e que o perdoava, independente do que tinha acontecido. Mesmo tendo sido doloroso crescer sem mãe, o jovem falou que ficar sem o pai é fazer com ele seja submetido novamente ao mesmo contexto anterior. Julian e a mãe tiveram suas imagens preservadas, já que desejam continuar suas vidas.

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