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Recém-nascido é encontrado abandonado dentro de mochila no meio de matagal

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O bebê foi encontrado por moradores da região, que informaram as autoridades. Uma equipe da Polícia Militar socorreu o recém-nascido, levando-o para o hospital.

O caso aconteceu no dia 6, no bairro Vera Cruz, em Mongaguá, no litoral de São Paulo, e, de acordo com a Polícia Civil, o recém-nascido foi encontrado por moradores da região abandonado dentro de uma mochila em um matagal. As pessoas acionaram as autoridades ele foi socorrido por uma equipe da Polícia Militar, sendo encaminhado logo em seguida para um hospital local.

Segundo informações do G1, o bebê, que ainda estava com o cordão umbilical, foi encaminhado para uma maternidade da cidade e passa bem. Às 19h, em uma região de matagal na Avenida José Cesário Pereira Filho, moradores que passavam pelo local ouviram o choro de uma criança, um deles avistou uma mochila, de onde o som estava saindo.

A Polícia Militar foi acionada e enviou equipes ao endereço, que constataram que se tratava de um menino recém-nascido. Com quadro de hipotermia e escoriações na pele, provavelmente feita por insetos, ele foi socorrido e levado para avaliação médica apropriada. Quando um bebê é encontrado abandonado, a primeira coisa a se fazer é acionar as autoridades locais, para que eles possam posteriormente levá-la para acompanhamento médico e devidos encaminhamentos legais.

A Polícia Militar levou o menino ao Hospital e Maternidade Municipal Dra. Adoniran Correa Campos, para que passasse pelos primeiros atendimentos, sendo transferido para o Hospital Regional Jorge Rossmann, em Itanhaém. A Polícia Civil informou que ele segue internado, mas que passa bem, sem nenhuma complicação ou agravamento em seu estado de saúde.

O caso foi registrado no 1º Distrito Policial de Mongaguá como abandono de incapaz, e está sendo investigado, sendo que os oficiais tentam encontrar os pais ou responsáveis pelo recém-nascido. Uma das dúvidas que acompanha muitos indivíduos em relação ao abandono de crianças, é em relação à adoção. Vale ressaltar que o cidadão que presta os primeiros socorros e salva um bebê abandonado, não possui nenhum direito ou preferência para uma eventual adoção.

Mesmo que o indivíduo peça a guarda da criança, é válido também explicar que é dever de todos nós, enquanto cidadãos, prestar socorro a menores em situação de risco. O artigo 18 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) defende que “é dever de todos velar pela dignidade da criança e do adolescente, pondo-os a salvo de qualquer tratamento desumano, violento, aterrorizante, vexatório ou constrangedor.”