“recomeçar é dar uma nova chance a si mesmo.” – pode chorar, é a alma se purificando.”

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Recomeçar é dar uma nova chance a si mesmo.” VÁ, nem que dure a vida inteira. Pode chorar, é a Alma se purificando.

O ser humano é capaz de se acostumar com tudo, até com as misérias da vida. E isso já é cientificamente comprovado. Habitua-se com escravidão, baixa autoestima, Intolerância, rancor, humilhação, desamor, desconsideração, falta de respeito, mentiras, pobreza material e espiritual, comodismo, rejeição, orgulho, preconceito, etc.



Essas condições, quando rotineiras, envolvem-nos como se nos enrolassem numa coberta em tempos de calor; no início a gente resiste, pois ela sufoca, abafa, incomoda, aprisiona. Porém, com o passar do tempo, nossas forças diminuem, os esforços não surtem mais efeito, a desilusão assola e já não sabemos mais o que fazer. A ajuda parece não vir e em meio ao torpor do desencanto, os pensamentos já confusos, acreditamos fazer parte daquele contexto. Em um determinado ponto começamos a achar a coberta necessária, nós nos acostumamos.

As acomodações surgem, e nos entregamos ao entorpecimento do “deixa como estar”, “já me acostumei”. Então, a gente deixa passar, mal sabendo que o pior vem depois.

Depois, o cansaço chega, depois estamos “velhos”, depois não tem mais jeito, depois. Aí, é nesta hora, quando o corpo e alma estão  fragilizados, que os condicionamentos advindos destas situações tomam conta e passam a comandar nossas vidas. 

Condições que a gente mesmo aceitou por medo, por não se achar capaz, por querer agradar, por falta de amor-próprio… ou simplesmente por deixar-se seguir pelas regras do EGO e do mundo.


O tempo passa, a gente se acostuma e a menor tentativa de retirar aquele cobertor pesado, o frio do medo já começa a agir, chega até a doer. A alma desaprendeu como é viver livre sem a coberta, criou-se o apego! E o apego nada mais é que uma parte do seu ser achando que aquela situação, pessoa ou coisa é necessária ou indispensável. Se não achasse que isso lhe serviria de alguma forma, já teria virado a página.

Depois de condicionados, acreditamos ser pequenos e frágeis demais para mudar, presos a ilusão de um passado dolorido e um presente amargurado e ameaçado pela ingratidão que cega.

Acreditamos não merecer coisa melhor por não confiar nas escolhas Divinas para nós ou por falta de consciência, talvez. Aquilo vai fazendo parte da nossa história, você já não sabe mensurar qual foi o momento em que perdeu o controle, a autonomia da sua vida, o poder de decidir, de dizer não e passou a aceitar tudo como “normal”. Enterramo-nos  ainda vivos.


Um grande passo seria amar-se e nutrir-se de bem-estar, sermos co-criadores de uma realidade que sonhamos sem medo. Todas estas experiências tiveram um propósito: transformar-nos para vivermos outra vida. Pois uma mesma pessoa não pode ocupar dois papéis ao mesmo tempo, a menos que tenha distúrbios de personalidade… (risos)

Uma Alma estacionada não pode ocupar novos estados de vida, existem níveis evolutivos diferentes, se quisermos pular de nível teremos que nos transformar primeiro. Somente quando eu mudo, meu mundo muda.

Quando conseguirmos libertar as amarras da mente que nos mantém nos vícios da dor dos acontecimentos, um grande ato de amor será gerado e isso irá produzir energia suficiente para mudar nosso patamar.

A boa notícia é que dentro de cada um de nós existe a centelha da felicidade, esperança e força de vontade que nunca morrem. Não estou falando em felicidade como estado permanente, mas da busca, da liberdade de ser quem é, sem máscaras, sem medo, falo de ter autonomia sobre si mesmo, sobre escolhas, refiro-me a ser comandante da própria vida.

Conecte-se com o seu EU mais profundo; encontre a sua centelha e ative-a, ela te dará todo poder que necessitas para tirar a coberta, se precisar, use a respiração e a oração como ponte. Lembre-se de ser flexível e receptivo para que o Divino Criador mostre-lhe as melhores opções. Temos o maior aliado do nosso lado.

Toda jornada, tem suas bênçãos, recolha-as e guarde-as na sua mochila da vida. Dobre, agradeça e dê um tchauzinho para a coberta que lhe serviu e acompanhou por tanto tempo.

Depois desconecte-se desta história antiga e siga para a nova vida que escolheu viver de forma livre, autêntica, transparente e consciente.

“Recomeçar é dar uma nova chance a si mesmo.” VÁ, nem que dure a vida inteira. Pode chorar, é a Alma se purificando. 

Matildes Montenegro  #fadaMM

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Direitos autorais da imagem de capa: majesticca / 123RF Imagens</a>

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