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Reflexões de uma balzaquiana…

Reflexões de uma balzaquiana site

As linhas desse texto apenas querem afirmar que os anos ajudam. Sim,ajudam!



Os anos ajudam a nos dar mais firmeza, mais segurança e desprendimento de muitas coisas tolas e fúteis que antes, lá pelos seus vinte anos e poucos, era primordial, essencial e, às vezes, fatal.

Quando se chega na casa dos trinta, ou melhor dizendo, quando chegamos na idade balzaquaina, nós  nos desconstruímos de tal maneira, que não há mais  temor  em recomeçar e se redescobrir.

A idade balzaquiana deixa a mulher mais bonita, mais elegante, observadora, direta, objetiva, sedutora e muito mais empreendedora com tudo: com a família, amigos, planos e consigo mesma.


E não falo de empreendedorismo financeiro, mas sim do empreendedorismo emocional. Tudo a sua volta está mais sob o seu domínio, porque na escala dos vinte anos e poucos, a mulher passou por decepções, frustrações e devaneios que lhe deram certas lições que hoje, a direcionam a pensar e agir com cautela,  a agir ao seu modo e ao seu tempo.

Mas afinal, o que quer dizer BALZAQUIANA? Aos que não conhecem, aconselho a ler a obra do escritor francês Honoré De Balzac, A mulher de Trinta Anos. Nesta obra, o autor relata as nuances da mulher que tal expressão BALZAQUIANA, ficou ligada ao seu nome.

A mulher balzaquiana pode ser confundida ou tida como uma metida ou como uma antissocial, quando, na verdade, esta mulher que está aflorando outra essência no ciclo dos trinta anos e poucos… já não liga mais para competições idiotas, não quer mais impressionar naquela festinha de amigos do trabalho, do curso ou de qualquer outro lugar, não quer ou não se importa mais com a quantidade de curtidas ou seguidores em redes sociais e muito menos se alimenta de certas invejas de outrora.

Esta mulher da idade de Balzac está vivendo, amando e respeitando a si mesma. Os seus valores foram refeitos e reforçados através das experiências que a vida lhe proporcionou e, muitas vezes, ri de si mesma, de tantas burradas que cometeu por conta daquele carinha bobo que não merecia, para ir àquela balada só para dizer que foi, ou para comprar aquela roupa cara só para exibir. E tudo isso para que? Para que nos aceitassem a partir daquilo que possuíamos de material e não de essencial.


Porém, nessa jornada em que, muitas vezes nos arrebentamos e derramamos muitas lágrimas, nós nos levantamos e, cada levantar, , foi o tijolo de nossa nova construção.

Contudo, estamos aqui, balzaquianas com uma outra maneira de olhar tudo. É tudo novo. Tem que ser, não é?

Ter trinta anos e poucos é uma juventude madura que não nos faz velhos e sim, rejuvenescidos para continuar seguindo, mas sem aquelas infantilidades de antes.

Com tudo isso, mulher balzaquiana, continue linda com seu reflorescer e descobrir de si mesma, sem a pressa que o século XXI nos aflige.


Não se aflija, balzaquiana. O seu desabrochar apenas começou e ainda há muito o que desfrutar. O florescer balzaquiano é algo que somente nós mulheres temos a permissão de ter e de saborear. Eis o mistério divino!

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Direitos autorais da imagem de capa: basnik / 123RF Imagens


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