Reino unido anuncia proibição da venda de cães e gatos em pet shops

Muitas pessoas, quando desejam um novo companheiro para a família, veem como sua melhor opção os pet shops, que geralmente possuem muitos animais à venda, para que os clientes escolham os seus preferidos.



Essas pessoas podem acreditar que estão fazendo o certo, mas desconhecem a crueldade envolvida no comércio de animais.

Na maioria dos casos, as fêmeas vivem em condições muito precárias, sem contato com o mundo exterior e são cruzadas praticamente em todos os períodos férteis, o que debilita seu organismo. Além disso, não são tomadas medidas protetivas em relação à sua saúde, nem as dos filhotes, o que pode acarretar em muitos problemas de saúde depois da compra.

São muitos os problemas envolvidos na compra de animais, mas uma das questões que mais vem à tona quando falamos sobre esse assunto é a grande quantidade de animais que vivem nas ruas, maltratados e sofrendo com fome e doenças, enquanto existem outros animais padecendo para que o comércio se mantenha vivo.

Todos os animais são dignos de uma família que os trate com amor, e quando fazemos a opção de adotar, ao invés de comprar, valorizamos a vida, contribuímos para que o número de animais nas ruas diminua, além de enfraquecermos o comércio de animais, que, na maioria dos casos, trata esses seres como objetos.


A conscientização sobre essa questão é uma responsabilidade de todos nós, mas quando o governo se envolve, as mudanças necessárias podem acontecer ainda mais rápido e com mais eficiência.

Um exemplo recente de governo consciente veio do Reino Unido, que anunciou a proibição da venda de filhotes de cães e gatos em pet shops. A medida, segundo o governo, já começará a ser adotada em 2019.

De acordo com o Departamento de Meio Ambiente, Alimentação e Assuntos Rurais (Defra) do país, o principal objetivo da lei deve será combater os maus-tratos aos animais.

“Quem deseja comprar ou adotar um cão ou gato de menos de 6 meses terá que procurar um criador ou abrigo”, relatou o Defra.


A população parece estar ao lado do governo nessa decisão, já que pesquisas feitas ao longo do ano comprovam que 95% dos britânicos são favoráveis ao veto da venda de filhotes de cães e gatos em pet shops.

A nova lei receberá o nome Lucy’s Law, em homenagem à cadela da raça Cavalier King Charles Spaniel que foi a inspiração para a mudança no comércio de animais. Ela foi resgatada em 2013 de uma “fazenda de filhotes” após sofrer muito com o sistema.

A lei também determinará aos pet shops apenas negociarem com abrigos que respeitem o bem-estar dos animais ou diretamente com os criadouros.

Uma decisão admirável, para conscientizar as pessoas sobre os malefícios desse comércio e também incentivará o adoção dos animais de rua.

Que mais governos se inspirem pela decisão britânica e adotem medidas similares. Os animais agradecem!

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