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Relações ideais: nem só razão e nem só emoção.

Sempre converso com as pessoas sobre relacionamentos, normalmente meus textos mais lidos são sobre esse tema, e as pessoas desenvolvem teorias mirabolantes, esperam receitas mágicas e definitivas.

Algumas acreditam que você tem que se jogar de cabeça e viver a situação como se não houvesse amanhã, já outras defendem a ideia de que tudo tem que ser pensado, calculado e medido.



Mas acreditar que a vida pode ser separada de forma dicotômica entre “Razão X Emoção” é uma ideia mais didática do que prática, é como acreditar que a sua vida pessoal não afeta de forma alguma sua vida profissional, nem que seja um pouquinho.

Antes de tudo quero dizer que Relações ideais não existem! Essa é a primeira coisa que precisa ser deixada bem clara, relacionamentos terão coisas boas e coisas ruins, mas no fim das contas a regra de ouro é: As coisas boas tem que ser mais numerosas que as ruins. Quando eu usei a palavra “Ideal” eu quis transmitir o conceito de um relacionamento que nós idealizamos como perfeito, coisas como: “Quando eu encontrar uma pessoa assim e assim, será perfeito”.

Nesse momento é que encontramos a divisão dos fatores entre os “Amantes racionais” e os “Amantes emocionais”. Os racionais são aqueles que somam os fatores, observam cada detalhe, buscam compatibilidades na forma de viver, vestir, pensar, e acreditam que o sentimento deve ser construído como a soma de fatores em uma operação matemática, como um complexo jogo de montar, eles literalmente racionalizam o amor. Os emocionais acreditam que tudo é emoção, química, corações batendo forte e dane-se todo o resto! É como se o amor fosse uma pintura abstrata, não interessa o que você vê, mas o que sente! Todos nós conhecemos alguém, ou mesmo somos ou já fomos como um dos dois lados.

Eu já vivi, pensei, conheci e me envolvi com pessoas de ambos os lados, e posso dizer que hoje não quero ser ou estar com nenhum dos dois. Hoje eu vejo que as relações tem que ter um pouco de sobriedade para cada pitada de paixão, um pouco de loucura para cada detalhe de seriedade. De nada adianta uma paixão arrebatadora entre pessoas que não conseguem conviver pacificamente, e muito menos uma compatibilidade completa nos seus interesses e modos de viver se seus sentimentos são mornos e monótonos.


Racionalizar demais irá te condenar a viver uma busca incessante por alguém perfeitamente compatível com seus pré-requisitos, e parecerá mais a seleção para uma vaga de emprego do que o início de um relacionamento, se for pra ser assim coloque um anúncio nos jornais de uma vez. Mas ser completamente levado pelas emoções irá te fazer ver coisas que quer ver em lugares em que não existem, e lutar por relações onde você está sozinho, como diz um ditado que eu já usei em outro texto: “Procurar sua carteira onde não perdeu”.

As relações precisam de ambas as coisas para funcionar, como os “emocionais” dizem temos sim que sentir, que nos apaixonar, que nos entregar. Mas como propõe os “Racionalistas” precisamos pensar, avaliar e analisar o que está acontecendo.


Se conseguirmos equilibrar esses dois fatores, a emoção com seus sentimentos e seu calor, e a razão com suas compatibilidades e pensamentos, existem grandes chances dessa relação se tornar algo realmente bom.

O amor é sim uma construção, mas não é uma construção só racional e nem só emocional, pois nunca encontraremos alguém que seja perfeito para nós, então o Amor pode ser definido como a soma de sentimentos poderosos e positivos e uma boa compatibilidade de interesses e na forma de ver a vida.

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Direitos autorais da imagem de capa: wavebreakmediamicro / 123RF Imagens

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