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Religiões são instrumentos para guiar a humanidade em direção ao bem maior…

O que aconteceu com as religiões?

Religiões são instrumentos para guiar a humanidade em direção ao bem maior mas suas essências estão sendo perdidas em meio ao ego humano, tradições contraditórias e a falta do exercício da razão.



Religiões como o Cristianismo, Budismo, Islamismo, Judaísmo e todas suas vertentes têm em seu núcleo Profetas, seres dotados de grande espírito e luz cuja missão foi de guiar a humanidade em direção ao bem e disseminar o amor incondicional por todos, em todos e para todos. Jesus Cristo, Siddhartha Gautama o Buda, Muhammad ou Maomé e muitos outros, nunca tiveram a intenção de criar religiões ou serem idolatrados, apenas inspirar e despertar o bem que reside na natureza humana. Naturalmente os Profetas tocaram muitas vidas e consequentemente conquistaram multidões de seguidores, e ao partirem deixaram seus ensinamentos como herança para toda a humanidade. Com base nisso religiões foram criadas.

Religiões são criações humanas com base na manifestação do amor, do sublime, do divino, divino este que nos empenhamos em rotular e dividir para nossa comodidade mas que realmente é absoluto e não pode ser dividido.

Esses ensinamentos em forma de escrituras servem como diretrizes para manter o curso na direção certa e mesmo em religiões como o Hinduísmo e o Xintoísmo, que não têm em base um Profeta, ainda assim seguem tradições ou suas escrituras sagradas. Quanto mais nos afastamos do ponto de origem desses ensinamentos, mais nos esquecemos de sua essência e do fato que eles existem para nos guiar e não ditar à verdade. Siddhartha, o Buda, mesmo disse:

“Não acredite em algo simplesmente porque ouviu. Não acredite em algo simplesmente porque todos falam a respeito. Não acredite em algo simplesmente porque está escrito em seus livros religiosos. Não acredite em algo só porque seus professores e mestres dizem que é verdade. Não acredite em tradições só porque foram passadas de geração em geração. Mas depois de muita análise e observação, se você vê que algo concorda com a razão, e que conduz ao bem e beneficio de todos, aceite-o e viva-o.”


Não devemos perdoar só porque Jesus nos disse para perdoar. Não devemos praticar o desapego só porque Buda nos disse para fazê-lo. Não devemos ser generosos com os menos favorecidos só porque Maomé quer que sejamos. Se assim o fizermos só porque devemos fazer ou porque está escrito em um livro, não passarão de ações vazias. É preciso praticar os ensinamentos com o coração e realmente vivê-los, não simplesmente executá-los.

Essa é a bênção e a labuta, essa é a essência que precisamos buscar dentro de nós mesmos e dentro da religião, não importa qual seja.

É preciso romper o véu da ignorância para enxergar que não existe rixas entre as religiões, que elas são apenas caminhos diferentes para se chegar ao mesmo lugar, e como toda diversidade é preciso ser respeitada e que qualquer líder que incite rivalidades ou semeie o ódio precisa ser questionado.

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Direitos autorais da imagem de capa: violin / 123RF Imagens

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