Resgate de natal…

Dizem que o bom velhinho nunca existiu, que essa história toda de Noel é mito, é conversa fiada, uma história inventada que algum engraçadinho contou. Que esse papo de saco vermelho é tudo bobagem pra criança pequena. “Bobo é quem acredita em Papai Noel, trenó e rena”.



Porém, veja bem, lá em casa ninguém duvida que a barba branca é de verdade, que o homem rechonchudo é o tal São Nicolau, que veio de longe alegrar o Natal. Que tal?

Sinto muito para quem não acredita, mas lá em casa jantam também Rodolfo, Corredora e Dançarina. A Empinadora coloca os presentes na árvore, enquanto Raposa, Cometa e Cupido enfeitam a ceia. E Trovão e Relâmpago, onde estão? Ali atrás ó, vendo televisão!

Que o bom velhinho venha com tudo esse ano e que nos traga o que mais precisamos: esperança! Que a magia da criança não vire uma mera ilusão de gaveta, – como um cometa que vai embora para sempre sem nem se despedir da gente.


Que você compreenda que acreditar é a única opção que existe, pois quando a gente acredita naquilo, aquilo persiste. Que o Natal viva na sua imaginação como quando seu pai segurava a sua mão na direção do bom velhinho.

Que o bom velhinho seja um bom motivo para fazer o bem. Fazer o bem sem olhar a quem, lembra disso? Que você assuma o compromisso de não perder a fé, mesmo que a maré não dê mais pé.

Que você chegue em casa sorrindo e coloque a meia na janela. Vá em busca da criança que você era. Mesmo que ela se esconda aí dentro, – por preguiça ou até por medo.


Resgate essa criança e recoste sua cabeça em seu peito.

Abrace-a forte.
Abrace-a com alegria.

Abrace-a como o bom velhinho faria.

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