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Resiliência: a capacidade de resistir!

É com uma frequência crescente que leio ou escuto alguém dizendo que pensar positivo é fundamental para a felicidade.



É verdade que a sintonia mental contribui para o que acontece na nossa vida. É uma pulsação, um ímã que atrai ou rejeita certos eventos, uma espécie de chave mestra que permite abrir os caminhos do sucesso e da prosperidade.
As mídias sociais enchem-se de frases lapidares que transformam grandes e complexas realidades em algo simples: pense positivo e tudo de bom acontecerá na sua vida.

Dito assim parece fácil. Mas não é. Porque o momento em que mais se precisa pensar positivo, é quando a vida está muito negativa ou, em outras palavras, está uma verdadeira desgraça.


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É fácil pensar positivo quando tudo vai bem, mas o que fazer quando a vida vai mal? Como se pode pensar positivo sem ter dinheiro para pagar o aluguel, sem conseguir emprego, depois de perder um grande amor, quando os amigos se transformarem em traíras e os obstáculos se fortaleceram? Nunca conheci ninguém que conseguisse ser positivo em circunstâncias assim.

Nesse contexto, quando a vida está realmente mal, é preciso recorrer a práticas mais radicais, a conceitos mais profundos. Tem que se passar da área do pensamento para a área da resistência e da atuação – e isso se chama resiliência.

Esta é uma daquelas palavras com arestas, sem ritmo ou doçura. Não é uma palavra fácil, talvez porque represente uma realidade difícil. Mas depois que o dicionário nos revela o seu significado, resiliência transforma-se num conceito que mostra todo o seu potencial, toda a sua força.


No sentido físico, resiliência é a “propriedade de um corpo recuperar a sua forma original após sofrer um choque ou uma deformação”. No sentido figurado, é “ser flexível”, possuir a “capacidade de superar ou recuperar das adversidades”.

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Ser resiliente é conseguir ultrapassar os problemas e obstáculos por mais difíceis e complexos que sejam, mantendo alguma serenidade. É conseguir vislumbrar soluções quanto tudo está literalmente negro. É olhar para o futuro em vez de fixar-se no passado e pensar como os corredores das maratonas: só mais um passo. É ser objetivo, analítico, assentar os pés no chão, sem se abalar, como as grandes árvores milenares. É hesitar, errar, mas seguir adiante. É resistir, como soldados entrincheirados, bombardeados por fogo inimigo. É recuperar a forma original depois do choque, como revela um dos significados do conceito.

Por isso, quando nada vai bem, é fundamental ser resiliente. E depois que tudo passou, e a vida se torna gradualmente menos penosa, é hora de voltar a pensar positivo, e arquivar a arma secreta dos momentos difíceis: a resiliência.


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