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Respeitemos o sagrado em nós, para sermos capazes de dar o respeito ao sagrado nos outros!

Respeitemos os sagrados em nós!

“Enquanto o certo não chega, vamos saindo com o errado mesmo”. E assim, permitimos que as bagunças emocionais se formem. Ao analisarmos essa frase, ela é colocada de forma pejorativa. Quem de nós possui a perfeição?


Antes de sairmos bagunçando nossas emoções e coração por aí, não seria melhor olharmo-nos e compreender o que de fato queremos e procuramos? Utopia não cabe e tampouco existe.

Ao decidirmos ajustar os espaços dentro da nossa vida para alguém, não escolhemos lugares quaisquer, ajeitamos a alma e o coração. Os lugares certos para acolher outro ser humano. Afinal, são esses os espaços que todos buscamos.

Doamos esses espaços, sim é doação e gratuidade, por isso são sagrados.


Mas para isso, devemos estar atentos para só então, ter a coragem e força para que tudo dê certo. Na realidade, o certo sempre se ajeita, naturalmente.

Acostumados com os medos dos nossos olhos viciados, enxergamos somente as bagunças, e isso assusta e traz desordem.


Ter coragem de assumir o outro, com todas as suas bagagens, boas e ruins querer mais do que ver os esses vícios, é preciso sentir e vigiar a nós, antes de tudo.

Vigiar as falsas emoções das bagunças deixadas pelos que vieram e se foram sem quaisquer cerimônias, porque estávamos bagunçados internamente e cegos para enxergar tal condição. Essas podem vir maquiadas pelas carências disfarçadas de certezas falsas ou vícios de comportamentos que sempre foram seguros dentro de nós.

Difícil é. Quem disse que seria somente os bônus?

Será que a busca somente pelo que é confortável, não é o verdadeiro causador de tais bagunças?

É vicioso e perigoso sentir somente o que nos agrada, anda nos bagunçando em demasia. Humanos erram. É de nossa natureza. Aceitar que é a questão.

Antes de sairmos nos bagunçando nesses espaços sagrados, vamos “arregaçar as mangas” e organizar tudo novamente e sozinhos e com muito cuidado.

Parafraseando a frase de Dandara Barbosa, “pessoas não são autorizadas de pessoas, para sermos ou sairmos consertando os outros”. Seria irresponsável deixarmos outra pessoa entrar em nossas vidas, quando ainda há bagunça de terceiros em nós. Respeito e responsabilidade.

As lembranças e os aprendizados do que passou em nossas vidas sempre estarão lá. E que seja somente isso e não reincidências. Ė por esse caminho que se começa a organização. Ter ciência desse espelho do nosso eu, pode nos livrar de muitas dores de cabeça, das bagunças emocionais e psicológicas. Aprenderemos principalmente, a não bagunçar a vida do outro também.

O tempo passa é um clichê muito sábio, porque um dia pode ser que já não tenhamos mais ânimo para nos arrumar e o conformismo das bagunças irão se instala, definitivamente.

Respeitemos o sagrado em nós, para sermos capazes de dar o respeito ao sagrado nos outros!

Rúbia Zanettini

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Direitos autorais da imagem de capa: barabasa / 123RF Imagens





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