Uma das principais fontes de preocupação do ser humano é responder adequadamente a cada situação da vida. E ser adequado aos olhos do mundo significa corresponder ao que ele espera de nós, para sermos aceitos, aplaudidos, valorizados.



Muitas e muitas vezes nos sentimos desajustados em uma circunstância, mas apresentamos uma reação mecânica, nada espontânea ou natural. Preocupamo-nos apenas em fazer juz à imagem de normalidade e coerência que precisamos cultivar.

Assim, afastamo-nos cada vez mais da possibilidade de descobrir novas saídas, e apresentar respostas criativas aos problemas e dificuldades que vamos encontrando pelo caminho.

A vida vai se tornando cada vez mais monótona e previsível. E, além disso, nossas velhas respostas se mostram obsoletas, inúteis em determinadas situações.


Nesses momentos, sentimo-nos perdidos, sem uma bússola que nos oriente. Afinal, utilizamos todos os recursos que nos foram ensinados e, mesmo assim, não conseguimos obter o resultado desejado.

Onde encontrar a resposta adequada para aquela circunstância? Em que manual, ou em qual guru obteremos a fórmula mágica para resolver a questão? O problema é que a resposta obtida se mostrará mais adiante inútil novamente e sem qualquer eficácia para aquele momento.
Enquanto não alcançamos a compreensão de que a direção deve vir sempre do nosso próprio interior, e não de fontes externas, nenhum equilíbrio será possível.

Quando a consciência finalmente desperta, ela nos ajuda a responder a cada desafio com novas e diferentes reações, que brotam do poder intuitivo que todos carregamos.


A fonte de sabedoria que está disponível a cada um de nós, indistintamente, sempre vai nos direcionar para a resposta mais adequada, ou seja, aquela que se harmonize com a nossa própria verdade.

“O “deve” jamais poderá ser um fenômeno fixo, ele muda com a vida. Nem o certo é sempre certo e nem o errado é sempre errado, por isso decidir de antemão é perigoso… Certo e errado não são coisas. Eles mudam. A vida é um fenômeno como um rio. O que é certo hoje pode não ser certo amanhã.

…A existência é dinâmica, não é estática – ela não é uma poça estagnada. É um processo contínuo, um fluxo constante. Nenhuma resposta pode ser corrigida. E é aí que a sociedade lhes engana: ela lhe dá respostas fixas. Com as respostas fixas uma coisa é boa – é por isso que nos apegamos a ela – eles dão-lhe uma espécie de certeza, segurança. Você pode ficar certo de que você está certo.

Mas a vida continua mudando, e seu “certo” permanece fixo. E, em seguida, toda a sua vida se torna um inferno – porque as suas respostas nunca se encaixam às perguntas. Então, toda a sua vida é um esforço para colocar plugs quadrados em buracos redondos – toda a sua vida você vai continuar tentando… e é muito frustrante. E a razão é a seguinte: você nunca vê que a vida está mudando.


E a pessoa realmente consciente muda com a vida. A pessoa realmente consciente não pode se dar ao luxo de ser consistente. Consistência é parte de uma mente medíocre.

Eu não estou dizendo seja deliberadamente inconsistente; eu estou simplesmente constatando um fato, que ser consistente significa ser estúpido, ser consistente significa permanecer com o passado, cego para o presente. Se você olha para o presente, você tem que mudar com a vida.

Então, você vai encontrar mil e uma contradições nas declarações de Jesus, e assim é o caso de Gautama Buda. E isso sempre foi o caso com as pessoas esclarecidas – porque eles não têm nenhuma resposta pronta. Você anseia pela resposta pronta que você pode saltar sobre ela, você pode segurá-la firme em sua mão e você pode estar certo.

Você sofre de incerteza. E a incerteza é a natureza da vida. A certeza é parte da morte. Esteja certo e você vai estar morto. Permaneça fluindo, permaneça incerto, permaneça disponível às novas circunstâncias… e você vai ficar cada vez mais vivo.


Ser totalmente vivo significa viver o momento sem o passado interferindo – então você responde ao momento…. ”
Osho – O peixe no mar não é sedento

Por Elisabeth Cavalcante


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