Bem-Estar e Saúde

Cuidado ao reutilizar óleo de cozinha, a prática causa câncer e outras condições de saúde. Entenda os riscos!

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reutilizar óleo de cozinha

Economizar na hora de trocar o óleo de cozinha pode ser algo muito ruim para a sua saúde e de sua família. Entenda melhor abaixo e cuide-se!

O óleo de cozinha é um ingrediente muito importante para a cozinha das famílias. Geralmente, em alguns países como Brasil e Índia, eles são utilizados mais de uma vez para poder preparar aquele prato delicioso. Mas o que poucas pessoas sabem é que, na realidade, reutilizar o óleo de cozinha pode ser muito prejudicial à saúde. Se você está buscando mais saúde e qualidade de vida, é aconselhável a diminuição da reutilização desse ingrediente.

O grande problema na reutilização constante do óleo é que ele já é uma gordura saturada, não podendo ser reutilizada. Nas casas das famílias brasileiras, é muito comum as pessoas reaproveitarem o item, cozinhando e fritando diversos alimentos. Porém, o óleo ao atingir temperaturas altas, passa por algumas transformações em sua composição e acaba liberando acroleína, uma substância tóxica com função oxidante e que prejudica a saúde intestinal, gástrica e cardiovascular das pessoas que consomem.

Ao ser reutilizado, os radicais livres do óleo se ligam às células saudáveis, e é transformado em células não saudáveis, trazendo consequências perigosas àqueles que se alimentam assim. Ou seja, os radicais livres acabam causando doenças sérias a longo prazo, como aterosclerose, bloqueio das artérias, aumento do colesterol ruim e até mesmo câncer.

O ser humano ao consumir os óleos utilizados com frequência, também têm chances de aumentar o nível de colesterol ruim no organismo, problema que pode aumentar os riscos de derrames, dor no peito e doenças cardíacas. Quando tratamos da população idosa, o risco é ainda mais alto, podendo também causar doenças como Alzheimer e Parkinson.

Segundo a nutricionista Priya Kathpal, do The HealthSite, ela diz que não há um número específico para as quantidades de vezes que alguém pode reutilizar o óleo de cozinha, pois depende de diversos fatores: como o óleo foi usado; ele foi usado para cozinhar ou fritar; qual comida foi cozinha nele; quanto tempo o óleo foi aquecido; etc.

Ou seja, a melhor maneira de evitar problemas futuros é não utilizar o óleo de cozinha mais de uma vez. Mas caso, haja necessidade de reutilizar o óleo, você pode optar por maneiras menos prejudiciais, veja abaixo:

1. Sempre verifique a cor e a espessura do óleo reutilizado. Caso a cor esteja escura e estiver muito pegajosa e gordurosa do que o normal, troque o seu óleo por um novo.

2. Somente transfira o restante de óleo para um recipiente hermeticamente fechado quando o item estiver esfriado completamente e sempre utilize uma peneira ou uma toalha de queijo para transferir o produto. Isso garante que o óleo removerá as partículas do resto de alimentos no óleo.

3. Caso o óleo esteja muito esfumaçado ao aquecer, descarte-o. Muito provavelmente, ele terá acumulado HNE, uma substância tóxica que está associada a doenças como Parkinson, Acidente Vascular Cerebral e outros.

É importante frisar também que o óleo em si, já é um produto que, se consumido em excesso, pode causar problemas de saúde. Em entrevista ao The HealthSite, a nutricionista Naini Setalvad diz que as pessoas ainda acreditam no mito de que o óleo torna a comida mais saborosa. Porém, essa informação é falsa, pois eles não são bons para os nossos níveis de colesterol.

Além disso, o consumo de óleos reutilizados também pode causar sensação de queimação no estômago ou na garganta, causado pela acidez. Para evitar essa acidez e desconforto, é preciso evitar o óleo cozido e reutilizado demais. Então, mesmo se for comum para você, o uso de óleos reutilizados, reflita sobre como quer viver e quais são as melhores saídas para você e sua família evitar males no futuro.


*Nota: As informações e sugestões contidas neste artigo têm caráter meramente informativo. Elas não substituem o aconselhamento e acompanhamentos de médicos, nutricionistas, psicólogos, profissionais de educação física e outros especialistas.

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