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Rússia reconhece mortos, feridos e prisioneiros em ofensiva na Ucrânia

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O Ministério da Defesa da Rússia reconheceu no domingo (27), pela primeira vez, a existência de mortos, feridos e prisioneiros durante a “operação militar especial” ordenada pelo presidente Vladimir Putin na Ucrânia e iniciada na última quinta-feira (24).

“Infelizmente, temos camaradas mortos e feridos”, disse o porta-voz do Ministério da Defesa russo, Igor Konashenkov, em entrevista coletiva, sem especificar o número de vítimas. No entanto, Konashenkov garantiu que as perdas russas “são consideravelmente menores que o número de nacionalistas aniquilados ou das perdas nas Forças Armadas ucranianas”.

Esse número contrasta com os dados oferecidos pelo lado ucraniano, que afirma ter matado entre 2.800 e 3.000 soldados russos, enquanto estima suas próprias baixas em 198.

Konashenkov também reconheceu a existência de prisioneiros de guerra russos mantidos por forças ucranianas, e chamou os ucranianos de nazistas. “Sabemos como os nazistas ucranianos tratam os poucos soldados russos que são feitos prisioneiros. E vemos que os maus-tratos e torturas são os mesmos usados pelos alemães nazistas e seus colaboradores durante a Segunda Guerra Mundial”, afirmou ele.

O porta-voz do Ministério da Defesa russo contrapôs essa atitude ao suposto tratamento digno dado pelos militares de seu país aos soldados ucranianos que se rendem. “Entendemos que eles fizeram um juramento ao povo da Ucrânia. Todos aqueles que depuseram suas armas e não resistiram serão devolvidos às suas famílias”, disse.

Neste domingo, Konashenkov informou ainda que cerca de 500 soldados ucranianos pertencentes a um regimento antiaéreo na cidade de Kharkiv, no nordeste da Ucrânia, depuseram as armas, uma informação que foi negada pelas autoridades ucranianas.

Quarto dia da invasão

O presidente russo Vladimir Putin ordenou a invasão da Ucrânia na manhã de quinta-feira (24). A partir daí, tropas russas entraram no país pelo norte, leste e sul, mas enfrentaram forte resistência das tropas ucranianas. Autoridades da Ucrânia afirmam que algumas tropas russas estão desmoralizadas e exaustas, e que dezenas se renderam.

Neste domingo, quarto dia do conflito, o presidente ucraniano Volodmir Zelenski concordou em dialogar com Moscou, porém na fronteira da Ucrânia com Belarus.

No mesmo dia, Putin anunciou que iria pôr em alerta a “força de dissuasão” do Exército russo, que pode incluir um componente nuclear, o que causou forte reação internacional.

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