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Sabedoria é não deixar alguém te amar menos do que você se ama!

Acho que foi no filme “Comer, rezar, amar” que ouvi uma frase semelhante a esta: “Equilíbrio é não deixar alguém te amar menos do que você se ama”. A frase me fez recordar os relacionamentos ruins que tive ao longo da vida, e perceber o quanto amadureci.



Assim como a maioria das pessoas, já estive em relações ruins. Era tempo de tentar remar o mais forte que podia para o barco não afundar, tempo de relevar imperfeições que condenavam qualquer forma de amor, tempo de valorizar migalhas acreditando que eram manifestações de afeição.

Porém, o amor não se constrói com migalhas.

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O amor não se sustenta na vã esperança de que aquela fagulha de luz voltará a brilhar.

O amor não acontece quando os pratos da balança pendem somente para um lado.

Amor é equilíbrio, respeito, admiração e parceria. Mas só tem a noção disso quem se respeita, se admira e se tolera.


Uma das verdades que eu aprendi com o amadurecimento foi esta: não permita que te amem menos do que você se ama; e não ame a si mesmo menos do que deveria.

Não aceite narrações onde você não exerce seu melhor papel. Não construa enredos em que você é a personagem sofredora, que implora por uma chance ou tem a “missão” _ ingrata! _ de mudar a cabeça e o coração do vilão.

Entenda isso: Você não tem a missão nem a responsabilidade de mudar ninguém. Pare com essa ‘síndrome de tapetinho do quintal’ que tudo aguenta, tudo suporta, tudo releva em nome de uma relação falida.

Você tem que se amar em primeiro lugar. E esse amor tem que lhe proporcionar paz, bem estar, tranquilidade, certeza.

Qualquer falta de certeza não é amor.

Pode parecer amor, porque agita o coração e acelera a respiração, mas justamente por isso não é amor.

Amor nos dá a certeza de que fizemos a escolha certa, nos tranquiliza para continuar apostando nesta relação, nos enche de confiança de que somos amados na proporção correta e verdadeira.

Eu não me amava o suficiente. Por isso aceitava amores pequenos, que me tiravam a paz e faziam com que eu desse braçadas sem sair do lugar. Precisei encontrar um amor verdadeiro, que me ama mais do que eu ousava me amar, para eu aprender a gostar de mim verdadeiramente. Hoje olho para trás e percebo quão pequeno era meu afeto por mim.

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Mas ainda assim, minha intuição me dizia que algo muito bom me esperava lá na frente. Por mais difícil que fosse, eu estava aberta a receber o melhor. E por isso soube reconhecer o amor.

Reconhecer o amor depende também do quanto a gente se ama. Pois só reconhece bem o amor quem permite que as fronteiras da auto sabotagem sejam rompidas.

Só reconhece bem o amor quem deixa de se proteger das boas surpresas e entende que também é digno de respeito e afeição.

Só quando me amei de verdade fui capaz de autorizar que a alegria fosse bem vinda, e que alguém que me amasse de verdade pudesse enfim chegar… e ficar.

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Texto escrito com exclusividade para o site O Segredo. É proibida a divulgação deste material em páginas comerciais, seja em forma de texto, vídeo ou imagem, mesmo com os devidos créditos.




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