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Saiba como “a noite escura da alma” pode ser uma das chaves da mudança

A expressão A Noite Escura da Alma não é minha, mas do físico norte americano Gregg  Braden. Autor de 19 livros, entre eles Matriz Divina e O Efeito Isaías, que tratam do poder que pensamentos, sentimentos e emoções têm de criar nossa realidade,  Braden é um dos escritores mais bem-sucedidos ao combinar ciência e espiritualidade, e oferece inúmeras provas científicas sobre como a intenção se manifesta no mundo material.



A Noite Escura da Alma é o quarto dos cinco espelhos dos relacionamentos* que Gregg aponta, no livro Matriz Divina,  como fundamentais para reconhecermos nossos padrões de pensamento e comportamento. Segundo o físico, se soubermos identificá-los, nos direcionam para o melhor conhecimento de nossas crenças, medos, atitudes, emoções, pensamentos e escolhas. Ao nos vermos refletidos nesses espelhos podemos trazer luz e cura aos conflitos. A premissa é a de que o modo pelo qual nos sentimos sobre nós mesmos é espelhado pelo mundo à nossa volta. Isso faz com que reconhecer as mensagens trazidas a partir dos nossos relacionamentos abra um entendimento tão profundo que se torna a chave da nossa mudança.

Todos os cinco espelhos são úteis e importantes para nosso autoconhecimento, mas o quarto deles me surpreendeu pelo poder de dar novo sentido a fases de dor e desespero.  Os reflexos da Noite Escura da Alma apontam para o momento exato em que você está pronto para dar um salto de qualidade em sua vida. A questão é que você vive antes uma crise sem precedentes, na qual sente que está perdendo tudo o que construiu até então. Este intervalo entre a queda e o salto da mudança ele chamou de Noite Escura da Alma, ou seja, o seu pior pesadelo.

Braden conta que o insight para identificar este espelho veio quando conheceu um homem bem-sucedido profissionalmente, com esposa e filhos amorosos. Quem o visse não imaginaria que o progresso na carreira e as longas horas fora de casa em função do trabalho o levariam a tornar-se um estranho em seu próprio lar. Um caso extra-conjugal com uma colega de trabalho foi o passo seguinte para a construção da crise que se avizinhava, mas que ele nem de longe vislumbrava. Ao decidir separar-se da esposa, e de uma vida que já não lhe fazia sentido, e casar-se com a colega, o homem imaginava estar construindo real felicidade. Foi por isso que concordou em abrir mão de seu posto de trabalho, no qual era aplaudido e tinha inúmeros projetos, para acompanhá-la a viver em outro estado e tentar uma nova posição profissional. No entanto, as coisas não foram tão bem quanto ele esperava. Em pouco tempo, a nova companheira separou-se dele. Sem família, amigos e num ambiente de trabalho estranho, sua produtividade começou a cair e ele foi demitido.  De repente, deu-se conta de que tudo o que havia construído até então – casamento, filhos, carreira e amigos – tinha se esfacelado. Tudo o que ele queria era poder voltar no tempo e não ter tomado aquela decisão. Mas o estrago estava feito.


Quem de nós já não viveu história semelhante? Quando uma guinada na vida vinda de uma situação ou relacionamento inesperado nos leva a pensar que estamos diante de tudo pelo qual ansiávamos e no final tudo se desmorona. A sensação de perder tudo ou quase tudo que nos é caro nos leva diretamente ao fundo do poço. A crise é tão profunda que não fazemos ideia de como sair dela. É uma verdadeira Noite Escura da Alma, mas o fato é que seu reflexo pode nos trazer a chave da mudança, se soubermos interpretá-lo.

Gregg explica que situações como esta, que nos levam a grandes crises, são precedidas por um modo de vida que já não nos faz sentido, embora não o reconheçamos e esteja disfarçado de equilíbrio. Como inconscientemente somos levados a buscar a segurança do que é conhecido e familiar, mesmo que haja alguma insatisfação tendemos a minorá-la ou mesmo ignorá-la, de modo que quando um relacionamento ou situação aparentemente “milagroso” entra em nossa vida , ele tem o condão de nos levar a tomar a atitude que nunca tomaríamos em função de nossa acomodação ou apego.

A boa notícia que o espelho nos dá é que a Noite Escura da Alma só acontece quando estamos preparados para a guinada. “Então, exatamente quando tudo parece perfeito, o próprio equilíbrio conquistado serve para sinalizar que estamos prontos para a mudança. O chamariz para criar a mudança será alguma coisa pela qual ansiamos a via toda, algo que simplesmente consideremos irresistível. De outro modo, nunca teríamos coragem de dar o salto”, explica Braden.  Na história do amigo, o que ele precisava era de um novo relacionamento que funcionasse como catalisador para a mudança de vida que ele não tinha coragem de iniciar.


Ao entendermos a Noite Escura da Alma como o reflexo dos maiores medos que não tínhamos coragem de enfrentar, podemos ressignificar todas as crises ao longo da vida e reconhecer os saltos que nos permitiram romper com o que era insustentável e ser hoje quem somos. Trata-se de um reflexo que traz cura, força e coragem para quem o identifica. Mas se passamos pela experiência amarga sem compreender o que ela nos quer dizer podemos viver anos ou a vida inteira bloqueados, presos a um padrão de pensamento e atitude que nos rouba a felicidade.

*Os cinco espelhos dos relacionamentos de Gregg Braden são: Reflexos do momento; Reflexos de julgamentos instantâneos; Reflexos do que perdemos, jogamos fora ou foi tirado de nós; Reflexos da noite escura da alma; e Reflexos do nosso maior ato de compaixão.

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