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Saiba o que fazer quando for atingido por um terremoto emocional

Terremotos, também conhecidos como abalos sísmicos. São fenômenos naturais que podem ser desencadeados por fatores como atividade vulcânica, falhas geológicas e, principalmente, pelo choque de placas tectônicas.



Mas, na prática, você só precisa saber duas coisas sobre terremotos: a primeira é que eles são passageiros. A segunda é que ao contrário de furacões ou inundações, os terremotos vêm sem aviso e são geralmente seguidos por tremores secundários.

Esses mesmos fenômenos podem acontecer dentro de nós, colocando em dúvida o que sentimos e ameaçando a segurança dos nossos relacionamentos.

Só quem passou por um desses sabe o quanto é difícil acreditar que eles são passageiros.

Na verdade, o terremoto passa, mas a destruição fica e os escombros estarão lá por um bom tempo, lembrando-nos de todas as perdas.


Se a base do seu relacionamento foi atingida, ou se está sentindo os tremores abalando suas emoções, é hora de ativar o protocolo de segurança e tentar sobreviver a esse terremoto nos sentimentos.

1º – Abaixe-se. Depois, procure uma cobertura segura o mais rápido possível

É o método mais indicado pela Cruz Vermelha (no caso de terremotos geológicos). Isso não é tão difícil, pois quando o terremoto atinge seu relacionamento, a primeira coisa que leva é a autoestima, ficamos prostrados e corremos para a segurança da família e amigos. Buscamos uma cobertura emocional externa, pois já não sobrou nada em nós mesmos. Essa técnica nos protege de ficarmos expostos a estilhaços e sermos atingidos, por exemplo, uma luminária, que nesse caso pode ser uma crítica, uma fofoca, ou mesmo um post em redes sociais. Para completar: cubra seu rosto. Afinal, o que os olhos não veem o coração não sente (tá, nem sempre é assim).


2º – Jamais saia correndo

O desespero é grande e bancar o Forest Gump tentando fugir de si mesmo pode parecer a única saída, no entanto, “correndo, você estará mais propenso a se machucar” (palavras da Cruz Vermelha, melhor não arriscar!).



3º – Espere um pouco e aguarde a agitação diminuir. Fique quietinho em qualquer lugar seguro.

Ok, na prática é impossível! Dentro de nós uma britadeira de emoções agita o cérebro e o coração expulsando qualquer possibilidade de silêncio. Nesse caso, a agitação é de dentro para fora. O grande problema é o “quando” isso tudo vai passar.


4º – Use o conceito de “triângulo da sobrevivência”.

Essa teoria consiste em procurar um espaço entre três estruturas grandes que, em caso de desabamento, protegeria esse vazio, pode ser embaixo de uma mesa entre um sofá e um armário, por exemplo. Uma vez encontradas essas estruturas, “fique em posição fetal” (orientam os especialistas). Na versão emocional, o triângulo pode ser formado pela amizade, a espiritualidade e o trabalho, por exemplo.


5º – Depois dos tremores, vêm os escombros e o alerta continua

Não morrer durante o terremoto não é suficiente. Do contrário, uma árida jornada se apresenta depois dos abalos, o desafio agora é caminhar por sobre os escombros. As dicas da Defesa Civil podem muito ajudar em casos de desastres emocionais também:

  • Prossiga cuidadosamente, evite áreas danificadas,
  • Saia lentamente e veja o que restou em pé, considere que as estruturas ainda estão frágeis,
  • Inspecione sua casa, descubra vazamentos,
  • Não ignore os avisos, mesmo que sejam alarmes falsos.

Nunca, jamais esqueça que ninguém pode atrair um terremoto. Ele simplesmente acontece.

Sim, faz muitos estragos e deixa ferimentos inesquecíveis. Mas, também, é possível sobreviver, reconstruir, começar de novo. Ler este texto, por exemplo, é a prova de que você é um sobrevivente.


Direitos autorais da imagem de capa licenciada para o site O Segredo: boggy22 / 123RF Imagens

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