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Sambódromo de SP vai exigir passaporte da vacina e máscaras

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A capacidade de lotação foi reduzida, crianças abaixo de 12 anos não serão aceitas, já que não possuem passaporte de vacina, e o número de componentes também diminuiu.

Desde o fim de 2019, o coronavírus já dava indícios de que não era um vírus fácil de controlar. Assim que a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou que o mundo tinha entrado em pandemia oficialmente, os países começaram, de inúmeras formas, a lidar com a propagação do novo coronavírus.

Como ninguém sabia ao certo como o vírus operava, qual o tempo de permanência no corpo humano, quanto tempo permanecia vivo em superfícies, formas de contágio e grupos de risco, os governantes adotaram medidas severas quando viram muitas pessoas morrendo e outras em busca de leitos e herdando sequelas da doença.

Agora, dois anos depois, e com variantes do mesmo vírus circulando livremente nos ambientes, a principal discussão tem sido realizar ou não o carnaval. A prefeitura de São Paulo divulgou ontem, de acordo com reportagem do jornal G1, os protocolos sanitários obrigatórios para que os desfiles das escolas de samba aconteçam nos sambódromos.

Dentre as obrigatoriedades estão o uso de máscaras, a redução da capacidade de pessoas no sambódromo, do número de participantes nas escolas de samba e a exigência do passaporte da vacina, entre outras. A Liga Independente das Escolas de Samba aceitou todas as imposições e ainda optou por abandonar o quesito “harmonia” este ano.

Antes de passar pelas catracas, o público terá de apresentar obrigatoriamente o passaporte de vacina com, no mínimo, duas doses do imunizante. Para os componentes, aqueles que desfilam, as próprias escolas de samba terão a obrigação de cadastrar cada um de seus membros, identificando previamente se estão com a vacinação completa, exigência igual para eles, caso contrário, não participam do evento.

Na plateia, apenas 70% da lotação é permitida, valendo a mesma regra para todos os setores, da pista ao camarote. As escolas de samba também vão reduzir seus membros no desfile: o Grupo Especial passa de 2 mil desfilantes para 1,5 mil; o de Acesso, de 1 mil para 800 desfilantes; e o de Acesso 1, de 800 para 500 desfilantes.

O uso da máscara facial é obrigatório para todos que estiverem no sambódromo, incluindo equipes técnicas, fornecedores e até mesmo os componentes das escolas. Justamente por isso, a Liga decidiu este ano cancelar o quesito “harmonia”, que pontua os desfilantes cantando e interpretando o samba-enredo. Como todas as fantasias terão máscaras, caso contrário a escola perde pontos, não será possível avaliar o envolvimento na harmonia.

Segundo reportagem do R7, a justiça de São Paulo também publicou uma portaria proibindo a presença de crianças menores de 12 anos em ensaios e desfiles no sambódromo do Anhembi. A juíza Maria Fátima Pereira da Costa, titular da Vara de Infância e Juventude de Santana, assinou a portaria no dia 11 deste mês, afirmando que o público não terá sido imunizado contra a covid-19 a tempo para o evento.

Ainda que a reunião tenha estipulado diretrizes consideradas rígidas, o documento assinado pela Liga e autoridades reforça que, em caso de piora na situação sanitária no país, por conta da variante Ômicron, o resultado pode ser o cancelamento do evento, assim como aconteceu em 2021. O carnaval de rua já tinha sido cancelado na primeira semana de janeiro, em São Paulo, recebendo apoio de instituições e blocos ligados ao carnaval de rua.

Carnaval de rua cancelado

Acatando o pedido da Vigilância Sanitária e o manifesto pelo cancelamento do evento, assinado por três organizações que somam mais de 250 blocos, a prefeitura de São Paulo cancelou o carnaval de rua. Com base em levantamento epidemiológico da atual situação da capital, feito por técnicos da saúde, a opção foi considerada a melhor saída, além da exigência de passaportes vacinais em qualquer tipo de festa, independentemente do porte.

Além de São Paulo, mais de dez capitais já cancelaram seus eventos de rua na festa de Momo, como Rio de Janeiro, Florianópolis e Recife, o que mostra que o atual cenário do país não está propício para o fomento de aglomerações.

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