Comportamento

Sandra Annenberg assume e defende cabelos brancos: “Não somos escravos da aparência jovial”

A apresentadora do Globo Repórter acredita que a nova geração que alcançou os 50 vem derrubando preconceitos e se recusando a aceitar o etarismo.



O preconceito por idade, também chamado de etarismo, idadismo ou ageísmo, é muito mais comum do que se imagina, e se manifesta de maneiras variadas, fazendo com que pessoas com mais de 50 anos se sintam excluídas da sociedade.

O Relatório Global sobre Preconceito de Idade, produzido pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e lançado em maio deste ano, mostra que o etarismo afeta a vida das pessoas e está diretamente associado à redução da qualidade de vida, provocando o isolamento social e a solidão, que podem desencadear sérios problemas de saúde.

A população mais velha, ainda segundo o levantamento, também tem muita dificuldade de expressar a sexualidade, além do elevado risco de sofrer violência e abusos. Por incrível que pareça, o preconceito por idade não tem hora para começar, e pode atingir, inclusive, crianças, que acabam manifestando os estereótipos danosos criados e reforçados pela sociedade.


Porém é possível observar que, a cada ano, a população mundial envelhece, mostrando o avanço da medicina que promove o aumento da expectativa de vida. As novas gerações questionam, a todo momento, os estereótipos e padrões reproduzidos pela sociedade.

Se há alguns anos era incomum ver mulheres no mercado de trabalho, negros em posição de destaque e homossexuais lutando para viver a vida afetiva abertamente, hoje todas essas minorias sociológicas têm mostrado que já não aceitam mais sofrer violências.

A jornalista e apresentadora do Globo Repórter, Sandra Annenberg, de 53 anos, juntou-se ao grupo de mulheres que assumiram os cabelos grisalhos. Em entrevista à Revista Quem, a profissional explicou que, atualmente, cerca de 55 milhões de brasileiros têm mais de 50 anos, sendo responsáveis por mais de 40% do consumo do país. Chamada de “Economia prateada”, que movimenta quase R$ 2 trilhões por ano, é a geração que segue economicamente ativa, produzindo e consumindo em larga escala.

Direitos autorais: reprodução Instagram/@sandra.annenberg.real.


Direitos autorais: reprodução Instagram/@sandra.annenberg.real.

Para Sandra, os indivíduos têm demonstrado, cada vez mais, que querem viver no próprio tempo, sem parecer que são mais jovens, enterrando o mito de que “os 50 são os novos 30”. A jornalista explica que, como trabalha na televisão, não chegou a se sentir invisível depois dos 40 anos, tampouco tem problemas em “envelhecer diante das câmeras”.

Se há uma década, completar meio século era sinônimo de pensar na aposentadoria, hoje é o oposto. Como todos vão envelhecer, ela defende que precisamos adotar uma postura anti-idadista, respeitando o amadurecimento como parte natural da vida.

Mas Sandra acredita que, além das mudanças físicas, o melhor é poder se olhar no espelho e conseguir se enxergar por dentro, deixando de lado as preocupações com o que os outros vão achar da sua aparência.


Direitos autorais: reprodução Instagram/@sandra.annenberg.real.

Mesmo assim, ela admite que o processo de envelhecimento não é simples e afirma manter a vaidade em nível equilibrado. A jornalista revela que nunca usou tintura nos cabelos e que pretende deixá-los como estão, brancos. Para ela, o grisalho mostra os sinais do tempo e o “resultado de uma vida bem vivida”.

Apenas 15% das pessoas conseguem encontrar o rosto escondido na imagem. Você é uma delas?

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