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São nossos diálogos internos que nos permitem fechar ciclos…

Trechos do meu diálogo interno….

“Ao longo do meu dia, pego-me falando com você. Nossas conversas geralmente são longas e repletas de emoção. Algumas vezes carregadas de rancor, medos, inseguranças, cobranças; outras tantas de carinho, paz e boas lembranças.



Perdi a conta de quantas vezes disse que precisava deixá-lo, precisava ir, precisava respirar. Expliquei com toda a minha lógica, coloquei todos os pingos nos “is”, justifiquei com várias cenários (imaginários e reais), dei-lhe exemplos.

Tem noites que, antes de dormir, eu faço mil perguntas para as respostas que nunca tive; ou não quis ver. Fico criando mil suposições para entender toda essa página mal acabada. Em outros momentos tenho todas as certezas; algumas doem. Muito!

Outras me enchem de paz por saber que foi o melhor a se fazer, por finalmente entender que foi preciso ser como foi. Até agradeço. Consigo mesmo sentir gratidão por tudo e por perceber meu crescimento até aqui.


Na nossa conversa você apenas me olha, plácido. Mas é assim que vou me despedindo. Assim que vou me curando…”

Nem sempre é possível tocar o tangível para fecharmos um ciclo. Às vezes são necessárias muitas catarses para fechar a ferida. São nossos diálogos internos que ajudam nesse processo.

É nossa constante autoafirmação, autoanálise e diálogo interno que vão resolvendo aquilo não foi possível fazer frente a frente. É como se aos poucos somos liberados de toda aquela carga que ficou parada ali na garganta.

Nesse processo tem muito choro, angústia, raiva, medos, mas deixa vir. Permita chegar, sentir e passar.

Usar o diálogo interno para resolver questões que ficaram pendentes é uma ótima forma de se libertar. É um processo doloroso que vai acontecendo aos poucos.


São pequenos trechos ao longo do dia que vão montando um mosaico de informações mal processadas, alguns insights. E todos os seus monstros vem à tona! Enfrente. Olhe para eles com olhos bem abertos e peito livre.  Converse. Perdoe. Acolha e diga adeus.

Aos poucos essa voz vai ficando fraca, um mero sussurro lá no final da sua mente. Aos poucos as conversas vão diminuindo, alguns espasmos aqui e ali.

Quando você sentir que não tem mais ansiedade, não tem mais espera, não tem mais angústia, você sabe que o ciclo está encerrado.

E você está pronto, de novo.

Converse. Perdoe. Acolha e diga Adeus.

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Direitos autorais da imagem de capa: deklofenak / 123RF Imagens

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