Saudade não escolhe dia!

Perder alguém que amamos é complicado. Tem dias que a saudade já dói logo pela manhã.

Na verdade, em alguns destes dias ela nos acompanha na madrugada, invade nossos pensamentos e sonhos. Já acordamos sentindo na boca o seu gosto amargo.



Tem outros dias em que ela é mais leve, mais branda, mais suave. Quase não sentimos sua presença.

Porém, no fundo, bem lá no fundo, sabemos que está lá, podendo ser despertada a qualquer segundo.

É só tocar aquela música que nos lembra de alguém que se foi, sentirmos algum cheiro que nos remete ao passado.


Quem dera fosse possível guardarmos a saudade em uma redoma de vidro.

Abrir a caixinha só quando desejássemos. Deixando-a ali, na estante, guardadinha, quieta, entre nossos livros, discos e quinquilharias especiais.

Quem dera fosse possível, com uma boa canção de ninar, embalarmos a saudade até que ela adormecesse, num sono profundo, como aquele dos animais que hibernam em períodos de frio e alimento escasso.

Mas não é. Lidar com ela não é uma opção. É uma condição imposta pela vida.


E mesmo que saibamos que algumas datas são apenas dias que compõe o calendário, a saudade parece que comemora quando elas chegam. Instala-se, chega chegando. E nestes dias, deixamos de senti-la.

Passamos a ser por inteiros, saudade.

Como tão bem definiu Rubens Alves: “A saudade é o bolso onde a alma guarda aquilo que ela provou e aprovou. Aprovadas foram as experiências que deram alegria. O que valeu a pena está destinado à eternidade. A saudade é o rosto da eternidade refletido no rio do tempo”.

Baixe o aplicativo do site O Segredo e acompanhe tudo de pertinho. Android ou IOS.

Texto escrito com exclusividade para o site O Segredo. É proibida a divulgação deste material em páginas comerciais, seja em forma de texto, vídeo ou imagem, mesmo com os devidos créditos.




Deixe seu comentário

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site.