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Se agimos corretamente com outros, não estamos fazendo nada demais. Apenas o certo.

Sobre o que esperar dos outros…


Continuando a tal da história da maturidade, mais um item para pensarmos: o que esperar dos outros.

Quantas vezes ficamos chateados por termos tomado alguns cuidados para não ofender pessoas que amamos e não vemos o mesmo cuidado delas conosco?

Quantas vezes esperamos que elas tenham as mesmas atitudes de carinho e preocupação conosco?

E por que esperamos?


Será que com a maturidade, ganharemos também uma “não espera”?

Por que esperar que as atitudes alheias sejam iguais as nossas? E quem disse que as nossas atitudes são as melhores ou as mais corretas?

Pois não devemos esperar, dizem os mais sábios! Cada pessoa tem um senso do que é certo e errado, do que é ou não importante.


Devemos sim fazer nossa parte. Plantar com carinho, regar com cuidado. Cuidar de cada detalhe para que fiquemos felizes com nossas ações. E torcer para que essas ações façam felizes os demais. É, no final das contas, o que realmente importa.

Sei. Fácil falar. A verdade é que esperamos sim. Não sei se faz parte da natureza humana. Mas mesmo quem diz que não espera nada de ninguém, no fundo, bem no fundo, quase achando petróleo em si mesmo, espera sim. E sabe como descobri isso?

Vamos fazer um exercício bem simplório. Reflita sobre pessoas à sua volta. Pode incluir aí pessoas bem maduras, se quiser.

Quantas vezes viu pelo menos uma delas imensamente ferida porque “não sei quem” fez algo que a pessoa não esperava? E, durante um desabafo a você ou a alguém próximo, acabou soltando um “puxa, sempre agi tão corretamente com a pessoa…” – Hum?

Pois, bem. Esperamos sim! De uma forma ou de outra. Num nível mais ou menos carente do que os outros. Sendo ou não maduros o suficiente para sabermos que não esperar é sempre o melhor.

Mas não vamos nos enganar, nem nos ressentir. E nem nos gabar por sermos cuidadosos. Não! Se agimos corretamente com as pessoas, não estamos fazendo nada demais. É apenas o certo.

Agir corretamente, com ética, com respeito e todo o pacote que vem junto, é ação de quem faz a sua parte e sabe que o mundo não está aí apenas para servir as nossas necessidades.
Há mais gente! E todos com iguais direitos.

Sem falar que quando somos descuidados, lá na frente, o universo se encarregará de colocar alguém para agir de forma incorreta conosco também. Lei do retorno (e eu, ansiando pela maturidade, aguardo ansiosamente pela Lei do retorno agindo na vida de alguns seres…rs…).

E o que fazer então? Caberá a nós decidir se a conduta do outro nos afetará. Será sempre nossa a decisão.

Há quem seja maduro o suficiente para continuar fazendo sua parte e até melhorar, se for o caso. Ou porque só consegue agir assim, ou porque tem a esperança (portanto estará esperando de novo) que o outro perceba e faça também a sua parte.

Há quem desista de agir corretamente e passa a ser espelho do outro que o feriu. Há muitas opções e nem sei se dependem de maturidade.

Mas, caríssimos, há quem olhe e por pura logística pense: “Ok, plantei e não deu frutos. Vamos plantar em outro lugar”.

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Direitos autorais da imagem de capa: pressmaster / 123RF Imagens





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