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Se na relação você dá muito mais que recebe e se sente rebocando um caminhão a pé, é hora de cair fora!

Cada ser humano tem uma experiência, um jeito de sentir, e está tudo bem, desde que seja um relacionamento que faça bem.



Vivemos em um ambiente onde basicamente o que funciona é a troca. No âmbito comercial, ninguém faz um favor sem cobrar, e esse conceito inevitavelmente é levado para vida afetiva, sobretudo para os relacionamentos amorosos.

O famoso “dar e receber”.

Às vezes, damos afeto, esperando receber com a mesma intensidade. Sabemos que toda relação só sobrevive saudavelmente quando existe reciprocidade, mas a questão aqui não é essa.

Será que em “qualquer” circunstância devemos retribuir de imediato e com a mesma “moeda”? Não se faz nada, sem querer algo em troca?



Recebemos um presente e ficamos constrangidos em não retribuir, alguém nos faz um elogio e quase sempre retrucamos com outro elogio (será que aprendemos a receber? Será que nós nos julgamos dignos de receber?).

Certa vez, terminei uma relação afetiva por me sentir sempre em débito. O incômodo em receber e não ser capaz de retribuir à altura gerava uma culpa que me consumia.

No âmbito do amor “em tese” não deveria ser assim, deveria ser doação pura, e aí, nós nos pegamos travando na doação, ou se medo de dar e não receber ou se tem medo de tudo que receber ter que devolver (quanto custa esse carinho que recebi? Eu não tenho amor, mas tenho presentes).



Será que não é hora de parar de pensar em troca? Será que sabemos receber?

O amor em sua essência, sobretudo o sentimento que envolve pais e filhos é “quase” sempre uma entrega desinteressada, o único vínculo que existe é afetivo, não tem dívida, não tem permuta de bens.

Osho, um indiano, professor de filosofia e líder espiritual, dizia que relacionamentos são espelhos, eles revelam a nossa verdadeira face, ele nos convida a despertar, olhar para nossas sombras, nossos medos, nossos traumas.

Então, só nos resta olhar para dentro e dar o que temos, mesmo que o que temos não é do mesmo jeito do outro.

Sabemos que nunca será. Cada ser humano tem uma experiência, um jeito de sentir, e está tudo bem, desde que seja um relacionamento que faça bem.

Se a dinâmica da relação for boa, se o que está sendo “doado” com verdade for bom, for genuíno, não compare o que está recebendo, só procure doar também o que tem de melhor e deixe fluir.

Se na relação você dá muito mais que recebe e se sente rebocando um caminhão a pé. É HORA DE CAIR FORA!

O digno exercício do afeto adverte: para ser saudável a troca precisa ser no mínimo parecida.


Direitos autorais da imagem de capa licenciada para o site O Segredo: 123RF Imagens.

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