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Se não houver paz interior, não haverá felicidade!

Felicidade subjetiva: Para sentirmo-nos felizes não precisamos provar ao outro que somos, basta sentir a leveza que a paz interior nos proporciona – de dentro para fora.

Por que buscar sempre a felicidade plena?  Por que acreditar que ser feliz é ter o carro do ano, o melhor smartphone, o melhor emprego ou roupas de grifes? Por que que quando se fala em felicidade, muitas pessoas associam a atributos materiais?


Se não houver paz interior, não haverá felicidade!

Por que é preciso comprovar a felicidade através de selfie? Por que é preciso mostrar para todos, através das redes sociais, que é uma pessoa feliz por frequentar os melhores restaurantes, por se vestir com as melhores roupas ou por fazer selfie com o melhor smartphone?

Por que tantas perguntas, cara escritora?

É preciso questionar nossas atitudes para podermos refletir sobre elas e impulsionarmos a transformação interior necessária durante nossa trajetória.


Consigo encontrar e sentir a felicidade nas pequenas coisas da vida, nos pequenos gestos, nas pequenas atitudes, naquilo que sentimos de forma natural e leve.

Tantas vezes a felicidade estampada em uma foto publicada nas redes sociais é uma maquiagem que tampona como o sujeito se sente realmente por trás daquela foto “feliz”. Tantas outras vezes, possuir o carro do ano, o smartphone famoso, as roupas de grifes, o melhor emprego, são meios de tamponar a falta existencial do ser humano.

Sim, nós somos seres faltantes, por mais que tentemos preencher a falta com “felicidades materiais e/ou supérfluas”, continuamos seres faltantes; sempre em busca de preencher esse vazio que faz parte de nós.

Aproveito para falar – repetir, pois já escrevi algo parecido em outros textos – que sermos seres faltantes diz da condição constituinte do nosso desenvolvimento, assim como a busca por preencher essa falta, mas lembrando que, a busca excessiva por tentar encher esse vazio, torna-se algo delicado e perigoso. Tudo em excesso precisa de cuidado!


Para sentirmo-nos felizes não precisamos provar ao outro que somos, basta sentir a leveza que a paz interior nos proporciona – de dentro para fora.

A felicidade que falo é aquela provocada quando ajudamos o nosso semelhante, sem sabermos quem ele é, de qual família pertence, qual classe social faz parte, pois para a felicidade interior isso pouco importa.

Sentir-se feliz é observar o voo da borboleta e sorrir; é perceber que mesmo sem falar, os cachorros ao abanar o rabo estão falando o quanto somos importantes para eles; é ver a alegria do meu irmão e não sentir inveja; é estar em bons momentos com os meus e não precisar, necessariamente, ter a obrigação de publicar isto para que todos vejam[1], curtam e comentem; é sentir-se gratos pelo dia de hoje, tenha ele sido difícil ou prazeroso; é sentir-se gratos também pelo o que está por vir, mesmo sem saber o que virá.

Sentir-se feliz é sentir-se leve, e não é preciso muito para isso! É preciso observar os pequenos detalhes que a vida nos mostra dia após dia – Aí deve estar a felicidade!

Então vai, caminhe e vislumbre as belas paisagens que estão ao nosso redor, todas elas têm algo a nos mostrar, fazendo-nos refletir sobre nossa trajetória.

O que temos dentro de nós é o essencial para a vida humana. – Arthur Schopenhauer


Direitos autorais da imagem de capa: Thiago Barletta / Unsplash

[1] Não critico a publicação de momentos importantes para cada um, mas falo do excesso e de algumas vezes, a intenção de tentar mostrar para o outro que estamos bem, quando na verdade, o sentir-se bem precisa ser de dentro para fora, precisa ser subjetivo.





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