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Se não te der sossego, não é amor: é apego!

Ai, amiga, desapega!”. Quem nunca escutou essa frase de uma amiga, como se desapegar fosse a coisa mais fácil do mundo, basta apertar um botão e tcharannnn! Desapego Mode on!



É difícil, parece impossível e, pessoalmente, às vezes que escutei essa frase, no primeiro momento, sempre desejei “dar um soco” em quem a disse – no caso, minhas melhores amigas… Sempre elas! Sorry meninas rsrs. Era pá-pum, escutar e pensar: “Claro, vou desapegar agorinha! Estou aqui sofrendo porque sou uma idiota.” Mas, vamos combinar: praticar o desapego, pode ser mais que conselho de amigo, pode ser questão de sobrevivência!

Diferente do amor que nos remete a coisas boas, liberdade e parceria, o apego carrega um sentimento ruim, de posse, domínio e controle. E pode se tornar um vilão em nossas vidas, nos trazendo angústias, sofrimento e dor.  Aquela clássica, você está se recuperando de um término de namoro, passando daquela fase da fossa braba, já chorou o suficiente para resolver a questão hídrica no país e agora já vê uma luz no fim do túnel. Até que, vê no insta do ex que ele arrumou outra. Num passe de mágica tudo volta à estaca zero e tá lá você, novamente sofrendo tudinho de novo. Culpa desse tal apego!

Se engana quem acha que só nos apegamos a namorado, marido, parceiro. Esse bichinho malvado pode nos afligir em diferentes relações, em diferente momentos, incluindo amizades e vida profissional e até bens materiais.


Na minha vida profissional e pessoal, conciliando funções, convivo com diferentes pessoas, diferentes cargos, perfis e posição social, e reparo uma característica comum as que são mais bem sucedidas e felizes: elas possuem, normalmente, a capacidade de desapegar, de identificar o melhor momento de sair de determinada situação, com amor próprio e lealdade a si mesma.

Essa postura exige determinação e PRINCIPALMENTE autoconhecimento, você tem que saber identificar quando algo não está te fazendo bem, seja emprego, namorado ou amiga. Depois de identificar, terá que usar toda sua força para deixar essa situação para trás, o que é muito complicado na maioria dos casos.

Não sou psicóloga, mas acho que o primeiro passo para isso é se fortalecer, perceber que nada nem ninguém poderá ser responsável pela sua felicidade. Se perder um emprego ou tomar um pé na bunda matasse, nenhuma de nós estaria viva para contar a história certo? Então, mesmo que você ache que não vai sobreviver a uma perda, saiba que sim, você irá e que você é muito mais forte do que você pensa.

Se mesmo assim, você está achando que não vai sair do fundo do poço se perder isso ou aquilo, tente mudar seu foco, pare de pensar no que perdeu e comece a pensar no que pode conquistar daqui para frente. Invista em você, nos seus desejos e na sua evolução. Sempre quis falar inglês e nunca começou um curso? A hora é essa de juntar a graninha e se matricular. Está louca para emagrecer e não consegue nunca? Invista na sua saúde, mude sua alimentação, se exercite. Descubra o que te faz feliz, conecte-se com seus sonhos.


Quando menos perceber, todo aquele turbilhão de sentimentos negativos passaram, você está mais forte, confiante e completa e prontinha para se aventurar por novos caminhos, muito mais consciente de que se não lhe der sossego, não é amor é apego!

Um beijo e qualquer coisa chama ;)

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Por: Joana Valle – Publicado Originalmente em: Superela


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