Comportamento

“Se os pais vissem o que eu vejo, não dariam telefones celulares para seus filhos”, alerta policial

A policial alertou os pais sobre os perigos do uso do celular pelos jovens sem o monitoramento adequado.



No mundo tecnológico em que vivemos, os celulares têm ocupado um papel cada vez mais importante em nossa vida. Por meio deles podemos trabalhar, estudar, comunicar-nos com quem está longe, pedir comida, assistir a filmes, pagar contas, entreter-nos com jogos, entre muitos outros benefícios.

Por todas as facilidades que esses dispositivos oferecem, não é de se estranhar que tenham caído em nossa graça e se tornado uma das ferramentas preferidas no mundo inteiro.

Entretanto, é também evidente que, para muitas pessoas, eles também têm até mesmo substituído o “mundo real”, criando uma geração de “zumbis digitais”, que trocam qualquer experiência real, com pessoas de verdade, por aplicativos de celulares. Esse é um assunto que precisa ser mais bem debatido, especialmente quando há crianças envolvidas.


Como todos sabemos, em muitas famílias, os aparelhos celulares substituíram os brinquedos no dia a dia das crianças e se tornam desde muito cedo uma de suas principais ferramentas de diversão.

Diversos pais e mães, que conciliam o cuidado com as crianças com outras muitas responsabilidades diárias, enxergam nos aparelhos uma maneira de deixar os filhos quietos por um tempo, para que possam dar conta de todos os seus trabalhos.

No entanto, pode ser muito perigoso deixar os pequenos navegarem sem nenhuma supervisão pela internet. É isso o que defende a inspetora de polícia e especialista em cibersegurança, Silvia Barrera.

A espanhola contou à ABC Espanha um pouco das descobertas do seu trabalho, que também estão no livro “Nuestros hijos en la Red. 50 cosas que debemos saber para una buena prevención digital”, em que traz conselhos para os pais das crianças que nasceram na era digital.


Barrera explicou que a internet é como o “mundo” dos jovens e, como devemos ter cuidado para não os deixar ir para a rua sozinhos, também devemos estar atentos para que não fiquem desamparados no ambiente virtual.

Ela incentiva os pais a ensinarem a forma certa de usar os aparelhos desde cedo, desde o acesso às redes sociais até educar as crianças de que a hora de dormir deve ser livre dos celulares.

A inspetora enfatiza que os pais precisam criar regras, porque na internet as crianças entram em aplicativos e redes sociais em que podem receber mensagens de pessoas estranhas, e explica que os pais devem ser a quem elas podem recorrer em momentos de perigoso. Por isso diz que eles não podem usar a desculpa de que “não têm tempo” para monitorar as atividades dos filhos nos aparelhos.

Também explicou a importância de orientar os filhos sobre o tipo de conteúdo que compartilham, deixando claro que o número de seguidores é muito importante para os jovens e que eles podem estar compartilhando qualquer coisa que os tornem populares.


Em determinado momento da entrevista, Barrera diz que tem certeza de que se os pais vissem o que ela vê diariamente, não dariam celulares aos filhos. A inspetora deu algumas orientações para que os pais se mantenham cuidadosos quanto às atividades virtuais dos filhos sem ser invasivos, correndo o risco de perder a confiança dos jovens.

Ela disse que pode ser interessante fazer a conta dos filhos nas redes sociais por meio de um e-mail gerenciado pelo pai ou mãe, e que eles devem fazer a configuração dos perfis dos filhos, deixando claro para eles que sempre estão de olho naquilo que fazem.

Ela acrescenta que o principal não é ler todas as conversas dos filhos, mas monitorar as suas atividades, percebendo quando eles estiverem conversando com alguém que não faz parte do seu círculo próximo ou mesmo se escondendo para falar com alguém específico, para que as medidas corretas sejam tomadas. Para a inspetora, o vital é ensinar desde cedo, criando um vínculo de confiança com os filhos, não deixando para resolver os problemas quando for tarde.


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