Se for para falar de coisas boas, falemos de amor e do tempo de amar.

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Falar de amor é sempre muito bom, falar da pessoa que amamos é muito prazeroso, porque tentamos expressar aquilo que está impregnado na alma.

Com o tempo, começamos a identificar nas pessoas que amamos algo diferente, como se a cada dia o amor se renovasse, e nesse caso, os anos passados tornam-se irrelevantes quanto à era cronológica.



Porque o tempo do amor é que importa. Sim, nada mais importa. Simplesmente porque amamos no tempo certo e queremos o amor que amadureceu, de olhos vivos e cabelos brancos, com a beleza da pele envelhecida pelo tempo, sem maquiagem e com beijos singelos.

A mocidade distante e a formosura tão perto. Como uma canção entoada há muito tempo, e que mantém o mesmo tom. Como uma estrela que mantém seu brilho, como uma flor do outono, chegando à primavera.

Eu nunca quis medir o tempo, nem que a infância me levasse a sério, queria apenas que metade de mim fosse vento no rosto, e a outra metade, sem receio, apenas mistério.

Queria meu amor, numa estação de flores, e que o tempo passasse, sem pressa, que o espelho mostrasse os nossos corações, e que apenas nós nos tornássemos velhos. Eu não queria mãos frias ou olhos que veem o infinito. Eu queria apenas um coração, que mostrasse a inocência de um amor que não morreu.


E eu, homem falível, queria que o sentimento alheio ao tempo, mostrasse o amor que vejo a cada dia, naquela que sempre amei.  Queria mostrar que resta ao homem apenas a sua alma, ou a vontade para reviver o que restou de um amor puro. Tão somente para que eu me lembre daquela menina, de cabelos negros, de olhar cativante, e lábios anestésicos.

E a felicidade, num envelope sem cor, porque há flores, lembranças e uma paixão quase infantil. E uma ampulheta para guardar os poemas e as músicas que o tempo não pode mudar.

E vivermos a oportunidade de falar de amor, de um amor que o tempo não permitiu recomeçar, porque nunca teve fim.  E embora a solidão batesse à porta por alguns momentos, eu fechava os olhos e pensava naquela que refletia o melhor de mim, que sempre teve lugar certo no meu coração.

Há uma motivação para viver um amor maior que o tempo, que transcende o tempo da vida.

Infância, juventude e velhice… e a prudência de uma vida de amor.


E o tempo do amor, com gosto de memória em forma de lágrimas.

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Direitos autorais da imagem de capa: remains / 123RF Imagens

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