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Se você sentir que perdeu, lembre-se: ninguém perde o que nunca teve

Fale tudo que precisa ser dito, olhos nos olhos, mãos dadas e carinhosamente. S E M P R E! Se você sentir que perdeu, lembre-se: ninguém perde o que nunca teve. – Arly Cravo

11/11/2012 – Amor e apego

Não era para ser tão raro encontrarmos alguém com quem temos a tal da afinidade “química”, pré-requisito básico para a vivência do amor romântico. Isto se deve ao fato de ainda não estarmos coexistindo focados no afeto e sim nas competições pessoais e disputas por poder.


Esses encontros ainda são raros, porque a nossa convivência social ainda é regida por psicopatas que, do alto dos poderes, induzem por constrangimento, coerção e manipulação a conduta psicopática em cidadãos que não são psicopatas, que são capazes de sentimento e de empatia e que, sob extrema pressão, fragilizam-se e optam pelo comportamento frio, calculista e manipulador, pagando caríssimo por isso com a própria saúde.

Isto resulta no, até agora, consagrado lema social: “a ordem é predar para SOBREviver”. Não é de espantar o fato de que a nossa baixa autoestima tenha se tornado “congênita”. Frágil e inseguro, nesta “praça de guerra”, quando um indivíduo encontra alguém por quem tem essa atração mútua (e sempre é) e “mágica”, geradora de um encantamento profundo e capaz de fazer a pessoa se sentir UMA com a outro, sente o mesmo que um sedento no deserto ao encontrar um oásis.

Começa então uma relação amorosa entre dois SOBREviventes. Carentes, confusos, maltratados e… derretidos de amor.

Neste momento de divino “surto hormonal” o amor é tão intenso que as condições para vivê-lo pouco importam, desde que, de alguma forma, ele possa ser vivido.


O tempo passa e, naturalmente, alguns desconfortos aparecem clamando por ajustes que, no modo saudável, precisam ser feitos com conversas claras e muito amorosas. Quando os dois estão preparados emocionalmente para estas conversas, a saúde e longevidade saudável da relação são promissoras.

Quando o medo da perda toma conta de um ou dos dois parceiros e, por pânico da rejeição, o casal não conversa, não faz os ajustes, inicia-se um período de trevas e travas que vão detonando o convívio, azedando a relação, gerando uma imensa represa de raiva projetada no outro, mas que, de fato, é raiva de si próprio por não se ter falado o que estava incomodando, tamanho o medo da perda.


Algo parecido com o seguinte absurdo paira entre o consciente e o inconsciente do(s) omisso(s): “eu não posso perder esse amor. Se disser os ajustes que são essenciais para que eu permaneça dignamente na relação ele (a) pode não concordar e me abandonar e isso eu não suportaria. Além do mais, é muita humilhação eu ter que pedir. Ele (a) tinha que perceber”.

Quando o medo da rejeição é o regente da relação, o efeito-rejeição garante a amarga solidão. Restam dois solitários, não importa a distância.

Ainda é raro encontrarmos um amor. Mas quando o encontramos, NADA vale a omissão e a negação de nós mesmos, porque assim CONTINUAMOS na solidão anterior, só que convivendo apenas com uma POSSIBILIDADE amorosa e não desfrutando desse amor. Fale tudo que precisa ser dito, olhos nos olhos, mãos dadas e carinhosamente. S E M P R E! Se você sentir que perdeu, lembre-se: ninguém perde o que nunca teve.

Amor não se tem, vive-se.

Do livro: Somos mais interessantes que imaginamos. Por: Arly Cravo


Direitos autorais da imagem de capa licenciada para o site O Segredo: 123rf / alexandralexey





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