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Segundo mito sobre a aprendizagem: o que é mais importante, o ambiente ou os genes?

Quando se pesquisa sobre a correlação entre os genes e o ambiente, surge com frequência o nome de William T. Greenough, pioneiro da neuropsicologia moderna que estuda desde 1970 sobre as mudanças no cérebro.



É dele uma comparação genial que diz que correlacionar o papel dos genes e do ambiente no desenvolvimento da inteligência é como perguntar o que contribui mais para a área de um retângulo, a largura ou a altura.

Assim como os dois lados do retângulo contribuem para a área, os genes e o ambiente estão em estreita correlação e tanto os genes influenciam as reações ao meio quanto as reações ao meio influenciam a expressão gênica.

O cérebro humano é um órgão plástico que se autoorganiza constantemente e sofre, com frequência, alterações que dependem da intensidade dos estímulos que recebe.

Há apenas duas gerações, cientistas começaram a entender que o cérebro pode ser regulado e modificado pela interação com o meio.


O pensamento atualizado com relação ao funcionamento cerebral pode ser sintetizado por cinco conceitos fundamentais, citados por Eric Jensen no livro Enriqueça o Cérebro (2011):

  • O cérebro está mudando constantemente e tudo é possível no caminho do aprendizado;
  • Os genes e o ambiente são forças de desenvolvimento que atuam interconectados;
  • Podemos nos transformar em qualquer coisa que possamos imaginar e pela qual nos dispusermos a trabalhar;
  • O aprimoramento cerebral terá lugar comum na nossa vida nas próximas gerações;
  • O nosso passado está longe do nosso potencial real.

Eric Jensen, estudioso dos processos de aprendizagem, define o termo enriquecimento como sendo a sinergia entre estímulo e aprendizagem. Em suas palavras: “O enriquecimento é uma reação biológica positiva a um ambiente de contraste, no qual mudanças mensuráveis, sinérgicas e globais ocorreram.”

Isso quer dizer que o enriquecimento representa algo que afeta o indivíduo de maneira abrangente e duradoura, mais do que a aprendizagem básica. O enriquecimento também pode ser sinônimo de estímulo para aprendizagem.

A lição que podemos tirar desse segundo mito é que a mudança de algum hábito ou modo de vida afetará outros aspectos da nossa relação com o mundo. Quando por exemplo, aprendemos a tocar um instrumento ou a dirigir aspectos como autoconfiança e convívio social serão afetados.


Aprender uma nova habilidade transforma a nossa capacidade de pensar e interagir com o mundo e pode causar um grande impacto em nossa vida e nas futuras gerações.

No próximo artigo falaremos sobre o terceiro mito da aprendizagem. Até a  próxima semana!

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Direitos autorais da imagem de caapa: dedivan1923 / 123RF Imagens

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