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Segurança adverte mulher por estar de biquíni, mas libera homem sem camisa

O vigilante a repreendeu por ter tirado a camiseta em um parque. Mulher achou a abordagem desnecessária.



Na última sexta-feira, um segurança de um parque no em Brasília abordou e repreendeu uma mulher que estava se exercitando ao ar livre, na beira do Lago Paranoá. O motivo, foi porque ela havia tirado a camiseta, ficando de short e a parte de cima de um biquíni, enquanto andava de bicicleta.

Segundo as informações do Metrópoles, o vigilante chegou até Patrícia Nogueira e a informou de que tinha sido orientado a repreendê-la, por conta de seus trajes.

Por lá, de acordo com ele, era proibido trajes de banho por usuários dentro do parque. A servidora pública, no entanto, durante a abordagem viu um homem sem camisa e questionou porque ele também não tinha sido advertido como ela.


A mulher disse que foi até o parque de manhã, tomar sol e ver o lago. Estava de short, parte de cima do biquíni e camiseta. Ao descer a blusa, infirmou que o segurança veio, pediu que ela subisse a camiseta e disse que não poderia ficar ali com a parte decima do biquíni, embora estivesse de short, tênis e máscara. Na hora da abordagem, um homem passou sem camisa, andando.

Foi aí que Patrícia indagou o vigilante, ao questioná-lo do porque o homem podia ficar sem camisa, enquanto ela não poderia ficar com a parte de cima do biquíni. O segurança disse que não podia e aquilo para ela era um absurdo muito grande, desabafou.

De acordo com Patrícia, o vigilante a informou de forma educada que ela colocasse uma rupa de ginástica para respeitar as regras internas, mas a servidora alega que é uma forma de censura, porque os homens além de fazerem isso, querem dizer a uma mulher o que ela deve usar, enquanto outro passa sem camisa e nada é feito.

Sua indignação foi relacionada a isso, porque estava apenas com a parte de cima do biquíni, que era grande, não tinha diferença para um top de ginástica, pontuou. Afirmou que teria pouca coisa a mais de tecido, que nesse caso não faria a diferença.


Segundo o estabelecimento chamado de Pontão, esclareceram que não compactuam com a maneira que a mulher foi discriminada e repudiam o ato, seja de qual natureza for e que não repassaram esse tipo de regra aos chefes de segurança do local. Informaram que o vigilante foi advertido e a empresa, que é terceirizada para prestar o serviço também foi notificada, relatou a administradora do complexo, Sandra Campos.

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