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Seja além de si mesmo…

É preciso deixar de ser marionete de si mesmo. Pensamentos que acovardam só se fortalecem porque não queremos enxergar o sol que está do outro lado da porta. Para enxergá-lo e senti-lo, basta um simples movimento: abrir a porta! Ao sol, a vida acontece, desabrocha!

Para iniciar esse texto questionando, já houve o momento crucial para parar e pensar sobre indivíduos que criam um mundo de comodidade ao seu redor e, dentre tais indivíduos, um deles pode ser você mesmo? 


Mesmo com tantos outros ao nosso redor, que nos estimulam  e que nos aconselham, que nos apontam caminhos que podem ser considerados no mínimo maduros a serem trilhados, ainda assim, arrumamos várias e várias maneiras e argumentos que nos convençam de que não precisamos transformar tanto o nosso próprio mundo, porque simplesmente não temos coragem de mover um dedo sequer para mudar nossa realidade, já que a mesma  nos faz muito felizes como os “porcos na lama”, a qual nos deixa satisfeitos, e o nosso cérebro se acostuma com tal verdade, a qual pode se referenciar à “teoria da lama ao lótus”, que diz ser “impossível se purificar e se fortalecer, se não nos aprofundarmos na vida e em todo em seu caos, para que nos lapidemos com cada queda e percalços, que é natural que surjam.

No entanto, a zona de conforto, a qual nos instalamos, nos aprisiona, cega e emburrece, a ponto de nos fazer crer que estamos “fazendo algo”, que não estamos à toa, quando, na verdade, vemos a vida se desconstruir diante de nossos olhos, achando que oportunidades chegarão a qualquer momento através de um simples telefonema ou serão entregues “via delivery”.  

Outra teoria, que pode ser complemento à primeira, está inserida na obra Sidarta, do escritor alemão Herman Hesse. No livro é narrado como é possível atingir a plenitude espiritual se nos desapegarmos de tudo que oferece o “Maya”(mundo de fantasias). Maya nos ilude e nos despersonaliza porque nos fazer seguir coisas supérfluas e nos faz vazios de essência.


Enquanto não soubermos desatar nossos próprios nós e desanuviar nossa alma, para que sintamos o pulsar da vida fora de cercos e castelos, será impossível saborear experiências e se moldar.

Se esconder em sua própria sombra, ocasionará no efeito imediato de autoprisão que promoverá não somente a zona de conforto, mas também a falta da crença em si mesmo, impulsionando a sempre ver o outro como mais hábil e capaz, atrofiando sua própria criatividade, a qual poderá ser de grande valia social. Porém, a covardia consigo mesmo, impede o homem de romper com tantos padrões obsoletos que mais o fazem regredir sempre. 

É preciso deixar de ser marionete de si mesmo. Pensamentos que acovardam só se fortalecem porque não queremos enxergar o sol que está do outro lado da porta. Para enxergá-lo e senti-lo, basta um simples movimento: abrir a porta! Ao sol, a vida acontece, desabrocha, alinha e se desalinha.

Como já cantava o poeta baiano do rock brasileiro, Raul Seixas: “Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante”, pois a metamorfose nos obriga a mudar, a ir sem olhar para trás, a ressignificar.


Ressignifique-se! Vá além da lama ao lótus, ultrapasse as paredes de pedra e recomece ciclos.


Direitos autorais da imagem de capa licenciada para o site O Segredo: 123rf / schastnyi

 





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