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Seja natural

Todos viemos ao mundo como seres essencialmente integrantes da natureza. Espontâneos, autênticos, leves, intuitivos. Aos poucos, os condicionamentos, impostos por nosso ambiente e a sociedade, vão nos afastando cada vez mais desse estado.



O maior desafio que um buscador encontra em sua jornada é o retorno a essa condição, resgatar novamente a conexão com a luz e a fonte de sabedoria que o originou.

Quanto mais ele consegue o aprofundamento em seu próprio interior, maiores serão as oportunidades de vivenciar esta energia, que se expressa numa crescente sensação de confiança, paz e bem-aventurança diante da vida.

Abandonar as reações artificiais, aquelas que nos acostumamos a adotar como defesa ou estratégia para sermos aceitos pelo mundo, é o primeiro passo. Ainda que em alguns momentos o preço a ser pago pela autenticidade seja alto, quanto mais experimentamos a sensação de liberdade que ela nos traz, mais coragem reunimos para prosseguir no caminho.


Então, a cada dia nos descobrimos em um novo estado de ser, onde a vida ganha contornos muito mais coloridos e especiais, pois o medo e a insegurança já não predominam. Em seu lugar, permanece apenas a sensação de estar vivendo em total sintonia com a fonte de amor que nos criou.

“Para ser poética, a pessoa precisa ser natural, a política é artificial. A poesia é voltar para a natureza, perder-se novamente na natureza. A poesia está dissolvendo o seu ser em algo maior do que você.

Sim, a poesia é revolução – e isso é o que estou ensinando aqui. Seja poeta. Eu não quero dizer seja um Shakespeare ou um Kalidas ou Rabindranath … não, eu não quis dizer isso. Quando eu digo ‘ser poeta’ quero dizer se tornar um Buda – porque tudo o que você chama poesia é apenas um vislumbre da grande poesia que eu estou falando, apenas um vislumbre , um fragmento …. 

Tornem-se Budas, comecem a viver em um tipo totalmente diferente de paisagem. Ouçam mais o coração, ouçam menos a cabeça. É na cabeça que Josef Stalin e Adolf Hitler são criados… Um Buda está sentado em seu coração, no mais profundo do seu coração. Vá até lá. Mova-se silenciosamente para dentro.


Se muitas pessoas fossem poetas como Buda, o mundo seria mudado – mas não por qualquer esforço direto, não por ação direta. A ação direta é política, ação indireta é poesia. Você não faz diretamente, simplesmente começa a acontece. 

Porque você mudou, você cria uma vibração de mudança. Porque você vive em um plano diferente, aqueles que entram em contato com você começam a ouvir um som de um plano diferente, eles começam a ouvir uma música de um mundo diferente, eles começam a tornar-se difusos com ela, eles começam a carregar sua fragrância.

Um poeta como Buda ou Bodhidharma cria milhares de poetas no mundo – ele se torna catalítico, sua presença inspira. É por isso que no Oriente, têm elogiado satsangs. Satsang significa estar na presença de um poeta, estar na presença de um Mestre, estar com um mestre que chegou – só para ficar com ele, é tudo.

Se você passar por um jardim, você pode até não ter tocado as flores. Mas quando você voltar para casa, de repente, você encontra a fragrância persistente em suas roupas. Quando você vem a um Mestre, algo começa a prolongar-se, algo começa a pendurar-se ao seu redor. 


No início, é muito nebuloso. No início, você não pode ter certeza do que é, nem do que não é. Mas uma coisa é certa: algo está lá. Aos poucos, começa a tornar-se mais e mais claro, aos poucos, a claridade surge, mais transparência. E logo você se encontra ancorado em uma dimensão totalmente diferente de ser”. 

Osho – Zen: The Path of Paradox

Por Elisabeth Cavalcante 


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