publicidade

Self coaching: a importância da inteligência emocional para a liderança

A importância da Inteligência Emocional para a liderança:

A liderança é um tema importante para os gestores devido ao papel fundamental que os líderes representam na eficácia do grupo e da organização.



Os líderes são responsáveis pelo sucesso ou fracasso de suas próprias vidas e das empresas onde trabalham.

Liderar não é uma tarefa simples, porque exige paciência, disciplina, humildade, respeito e compromisso, pois a empresa é um ser vivo, dotado de colaboradores dos mais diferentes tipos. Liderar, de uma forma bem simples pode ser entendida como a gestão eficaz e eficiente das pessoas de uma equipe, para que se atinja os objetivos propostos pela organização. É o processo de conduzir um grupo de pessoas, transformando-o numa equipe que gera resultados. É a habilidade de motivar e influenciar as pessoas, de forma ética e positiva, para que contribuam voluntariamente e com entusiasmo alcançando os objetivos da equipe e da organização.

Podemos então dizer que o líder diferencia-se do chefe, que é aquela pessoa encarregada por uma tarefa ou atividade de um local e que, para tal, comanda um grupo de pessoas, tendo autoridade de mandar e exigir obediência.


Para os gestores atuais, são necessárias não só as competências do chefe, mas principalmente as do líder, e com isso, entre os desafios apresentados pelo ambiente mutável, as empresas estão valorizando cada vez mais os gerentes que possuem habilidades de liderança e não de chefia. Qualquer pessoa que aspire a ser um gerente eficaz deve também se conscientizar de praticar e desenvolver suas habilidades de liderança: para ser o melhor líder possível, não se pode permitir que a insegurança, a mesquinhez ou o ciúme impeça de ajudar e a colaborar com as outras pessoas.

O QUE É INTELIGÊNCIA EMOCIONAL (IE)?

Em 1990, dois psicólogos, Peter Salovey, de Yale, e John Mayer, atualmente na Universidade de New Hampshire, propuseram uma teoria abrangente da IE. Outro modelo pioneiro de IE foi proposto, nos anos 80, por Reuven Bar-On, psicólogo israelense. Somando-se a isso, nos últimos anos, vários outros teóricos propuseram variações sobre a mesma ideia. Salovey e Mayer definiram a IE em termos de ser capaz de monitorar e regular os sentimentos próprios e os de outras pessoas, e de utilizar os sentimentos para guiar o pensamento e a ação. (GOLEMAN, 1998, P. 338).

Conforme diz Goleman: “Por muitas décadas, falou-se vagamente sobre essas habilidades que eram chamadas de temperamento e personalidade ou habilidades interpessoais (habilidades ligadas ao relacionamento entre as pessoas, como a empatia, liderança, otimismo, capacidade de trabalho em equipe, de negociação etc.), ou ainda competência. Atualmente, há uma compreensão mais precisa desse talento humano, que ganhou um novo nome: inteligência emocional”.



O USO DA INTELIGÊNCIA EMOCIONAL NO TRABALHO

Uma das maneiras de compreender a importância da IE para a liderança é analisando as competências emocionais e sociais básicas. Para Goleman (2002) estas competências estão enumeradas em 07 níveis conforme abaixo:

1) Autoconsciência emocional – líderes emocionalmente autoconscientes podem ser francos e autênticos, capazes de falar abertamente sobre suas emoções ou com convicção das metas a que visam;

2) Autocontrole – os líderes dotados de autocontrole permanecem calmos e continuam com a cabeça no lugar mesmo sob grande pressão ou durante uma crise;

3) Adaptabilidade – podem ser flexíveis na adaptação aos novos desafios, ágeis na adequação

às mudanças contínuas e maleáveis em suas ideias de novas informações ou realidades;

4) Otimismo – vê os demais sob um prisma positivo, esperando deles o melhor;

5) Empatia – esses líderes escutam com atenção e são capazes de colocar-se no lugar do outro;

6) Gerenciamento de conflitos – os líderes que melhor gerenciam conflitos são os que sabem fazer com que todas as partes se manifestem e compreendem as diferentes perspectivas, para então encontrar um ideal comum que conte com o endosso geral.

7) Trabalho em equipe e colaboração – os líderes que trabalham bem em grupo produzem uma atmosfera de solidariedade amistosa e constituem, eles mesmos, modelos de respeito, colaboração mesmo não sendo a função específica que desempenha e cooperação.


E, o que é liderança?

Liderança é a habilidade de influenciar pessoas para trabalharem entusiasticamente visando atingir aos objetivos identificados como sendo para o bem comum. Um líder é alguém que identifica e satisfaz as necessidades legítimas de seus liderados e remove todas as barreiras para que possam servir ao cliente (HUNTER, 2004).

Para ser bem sucedido, o líder deve saber lidar com alguns aspectos da: motivação, trabalho em equipe, dinâmica de grupo e principalmente relações interpessoais.  Liderança tem a ver com tomar decisões, mas não quaisquer decisões, e sim as corretas. As resoluções dos líderes as empresas globais afetam milhares ou até milhões de pessoas, e as dos líderes políticos atingem dezenas de milhões. Por isso, fazer as escolhas certas é de extrema importância, do mesmo modo que a decisão incompetente pode ter efeitos desastrosos. (Dalai-Lama e Lourens).


AS SEIS PERFEIÇÕES

Segundo Dalai Lama em seu livro Liderança para um mundo melhor, as seis perfeições são de grande valor para os seres humanos e no caso do líder, deve possuir essas características para uma maior capacidade de afetar de modo profundo em outras pessoas.

As seis perfeições são:

  1. Generosidade: doar atenção, amor, ensinamentos e ajuda a quem precisa, com isso notamos que um líder que quer ficar com tudo para ele destrói a motivação das pessoas.
  2. Paciência: ficar atento em não prejudicar os outros e fazer o bem. A paciência deve ser cultivada e ser entendida como paciência justificada.
  3. Ética: perceber que os desejos e incômodos vêm e vão e que não vale a pena se perturbar com isso. Antes de qualquer ação devemos nos livrar de qualquer pensamento menos qualificado que possa nos prejudicar e prejudicar o nosso próximo.
  4. Empenho: é preciso estabelecer metas transcendentes e dedicar-se a elas, já que nosso grau de entusiasmo depende e nossa crença da importância dos objetivos que queremos atingir se da nossa gana em chegar até ele.
  5. Concentração: significa fazer uma coisa de cada vez, com atenção plena e totalidade.
  6. Sabedoria: consiste em possuir visão correta, ou seja, a capacidade de enxergar as coisas como realmente são e de reconhecer que nada dura para sempre.

GERANDO MUDANÇAS EM NÓS: Por onde começar a mudança?

As pessoas com prática emocional bem desenvolvida têm maiores  probabilidades de sentirem-se satisfeitas e serem eficientes, dominando os hábitos mentais que alimentam sua produtividade. As que não conseguem exercer controle sobre a vida emocional travam batalhas internas que sabotam sua capacidade de se concentrar em sua própria vida, no trabalho e pensar com clareza para atingir os objetivos.

Para conseguir um melhor nível em nossa Inteligência Emocional, devemos nos autoconhecer a tal ponto, que saibamos quem somos de verdade, o que queremos de verdade e onde podemos de fato chegar durante nossa evolução, desenvolvimento pessoal ou profissional.

Precisamos ter um olhar atento em nosso passado, honrá-lo para curar-nos e curando, poderemos seguir adiante honrando a nossa própria história de vida. Essa que, nos dá as bases de alcançar nossas conquistas e a conquista maior de um líder é ser líder de si mesmos, com maior autoconfiança e assim, poder ajudar o próximo.


Direitos autorais da imagem de capa: sifotography / 123RF Imagens

Bibliografias consultadas: BAR-ON, Reuven; Parker, James D. A. Manual de Inteligência Emocional: teoria e aplicação em casa, na escola e no trabalho. Porto Alegre. Artmed Editora, 2002. – LAMA, LAURENS. Dalai e Van den Muyzenberg. ed. Ed Sextante.Rio de Janeiro .2009 – GOLEMAN, Daniel. Inteligência Emocional, a teoria revolucionária que redefine o que é ser inteligente. 45. Ed. Rio de Janeiro, Objetiva, 1995_______. Trabalhando com a Inteligência Emocional. Rio de Janeiro, RJ, Objetiva, 1998. – KRISHNAMURTI, J. Autoconhecimento. In.: COLEÇÃO PODER DO PODER – O poder do Autoconhecimento. 1998.

Baixe o aplicativo do site O Segredo e acompanhe tudo de pertinho. Android ou IOS.

Texto escrito com exclusividade para o site O Segredo. É proibida a divulgação deste material em páginas comerciais, seja em forma de texto, vídeo ou imagem, mesmo com os devidos créditos.




Deixe seu comentário

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site.