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Sem afinidades, sem chances.

afinidade

Umas da física mais importante já comprovada por pesquisas de cientistas famosos relacionada a eletricidade  é a Lei de Coulomb, onde de uma forma muito simplista e resumida ele constatou que  o módulo da força “entre duas cargas elétricas   pode ser atrativa ou repulsiva dependendo do sinal das cargas.



É atrativa se as cargas tiverem sinais opostos. É repulsiva se as cargas tiverem o mesmo sinal”. Ou seja, positivo com positivo, ou negativo com negativo (opostos), atraem-se e positivo com negativo (iguais), repelem-se.

Eu confesso que nunca fui boa em ciências exatas e que tinha grande dificuldade para entender essas leis, tão importantes quanto complexas.

Há quem insista em querer aplicar algumas leis da ciência na vida cotidiana e nem todas se ajustam, a Lei de Coulomb é uma delas que está muito longe de poder ser utilizada como conceito para aquilo que vivenciamos.


Não sei de onde tiraram a idéia de que podem utilizar tal lei para dizer que pessoas com constituição emocional oposta possam dar certo. Pode até ser que se atraiam, que sintam curiosidade pelo diferente, ou, no máximo, para aqueles muito bem-resolvidos, usar isso a seu favor, “mesclando” as trocas, recebendo e dando características diferentes contribuindo para a evolução de cada um dos envolvidos.

Quanto à parte da Lei de Coulomb que diz que iguais se repelem, também é pouco provável que se possa aplicar na vida e nos relacionamentos, pois afinidades (iguais) aproximam as pessoas e para saber disso nem precisa ser um cientista expert no assunto, nem um Einsten, nem um Freud,

Então, essa incrível descoberta relacionada à eletricidade não tem aplicação prática nenhuma no que diz respeito a relacionamentos, salvo raras exceções.

O início de um relacionamento entre duas pessoas com preferências muito diferentes, valores morais contrários, filosofias de vida contundente, pode ser interessante no início, mas a partir do momento em que a convivência avança, sem qualquer dúvida, surgirão os conflitos, os confrontos e a atração será  prejudicada e, muito possivelmente, extinta.


Claro que sempre haverá uma variação ou outra entre as pessoas, mas tem que ser a menor parte de tudo, pois quando essas variações são a maior parte, o entendimento é muito conflituoso.

Agora imagine um relacionamento onde os dois pensam parecido (parecido, não igual), têm as mesmas idéias e vão juntos em busca delas, valorizam as mesmas coisas, sem precisar tentar convencer o outro de que seus valores são mais valiosos. Um relacionamento onde os dois optam por dar atenção à espiritualidade por exemplo. Que dão valor maior à vida, às pessoas, à natureza do que a status, carros, e outras coisas materiais.

Imagine uma relação entre um homem cético, materialista, insensível com uma mulher espiritualizada, humanitária e empática. São opostos, isso tem chance de dar certo?

Então pensemos, quantas vezes queremos forçar a barra, perdemos tempo, tentando fazer funcionar uma relação com uma pessoa muito ou totalmente diferente de nós?


Não queremos mudar, e talvez não devesse, e também não conseguimos aceitar o outro da forma como é, pois isso também não é nada fácil, sobretudo, se a diferença for muito profunda e importante.

Afinidade é o encontro de identidades ou personalidades semelhantes entre duas pessoas.

Ter afinidade é ter sintonia com as mesmas idéias gostos e sentimentos característicos de outra pessoa.

Ainda parafraseando a ciência, a definição de “afinidade em química, é a tendência dos corpos para se unir. Diferentes substâncias passam por diferentes afinidades, quanto maior a afinidade química, maior a reação”.


Afinidade é uma base para um bom relacionamento e isso é indiscutível.

Portanto, sejamos mais racionais para o nosso bem, tentando encontrar um par que sintonize conosco e não aceitar por pura carência aquele indivíduo que não tem nada a ver com nosso modo de ser e pensar, isso é perda de tempo, período de desgaste desnecessário para os dois.

Nesses casos ao perceber esses opostos, melhor nem começar com a ilusão de que pode dar certo, pois após o envolvimento uma decisão de rompimento é muito mais difícil e dolorosa.

Devemos conhecer a pessoa um pouco mais profundamente antes de se atirar de cabeça e perceber depois  que este é o oposto de nós. Quando isso acontecer repila-o imediatamente.


 

O sentimento cria, por isso tanto se fala que atraímos o que somos.

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