Comportamento

Covid-19: prefeituras vacinam esteticistas, professores de Pilates e estudantes de veterinária

Com a ausência de controle do governo federal, cada município tem determinado quem pode fazer parte do grupo prioritário.



Sem uma coordenação nacional firme, que define os critérios de prioridade para a vacinação contra a a covid-19, a responsabilidade de decidir quem entra ou quem fica de fora dos grupos a serem imunizados fica com os estados e municípios.

O maior problema disso é que cada região tem elaborado um plano diferente, chegando a vacinar pessoas jovens, que estão fora dos grupos de risco.

Todos os estados brasileiros devem seguir o Plano Nacional de Imunização, que determina como prioridade os “profissionais da saúde”, sem definir claramente quem compõe esse grupo.


Dessa forma, cada município tem decidido quem considera um profissional da saúde, mesmo que eles trabalhem bem longe da linha de frente do combate ao coronavírus.

Esse debate, de tão sério, foi parar, de acordo com reportagem do UOL, no Superior Tribunal Federal (STF). O ministro Ricardo Lewandowski decidiu que o governo federal é o responsável por apresentar a ordem dos grupos prioritários a serem vacinados em cada fase.

O site de notícias recebeu diversas denúncias de casos de pessoas que não pertencem ao grupo de risco sendo vacinadas em alguns municípios, como no estado de São Paulo onde, em Itapuí, uma esteticista de 40 anos se vacinou e chegou a comunicar a seus clientes, enviando a foto de sua carteira de vacinação.

Em Monte Mor, instrutores de academia e estudantes de veterinária receberam o imunizante. Uma funcionária da Ambev, indústria de bebidas, também foi vacinada e postou a foto em seu Instagram, comemorando a primeira dose da CoronaVac.


Já em Lins, fisioterapeutas que trabalham em estúdios de Pilates já foram imunizados, enquanto em Peruíbe, outras esteticistas foram vacinadas em uma clínica.

Ou seja, a prefeitura está vacinando profissionais de saúde da rede privada, atuantes nas empresas cadastradas no executivo municipal. Até profissionais de farmácias já receberam a primeira dose.

Para Ana Maria Britto, médica epidemiologista da Fiocruz, em Pernambuco, essa falta de critérios é responsabilidade do governo federal, não das prefeituras.

De acordo com a médica, a renúncia da condução do enfrentamento da pandemia, sem uma liderança nacional coordenada e responsável, faz com que as vacinas sejam distribuídas de forma proporcional ao número de pessoas de cada estado e município, sem considerar os fatores epidemiológicos de cada local.


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