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SEMPRE ACREDITEI NA FORÇA DO AMOR E NA VIDA DEPOIS DA MORTE, NA EXISTÊNCIA DE ANJOS, ENERGIA E O PODER DE CADA UM SOBRE SI MESMO…

A comunhão com a doença faz-me querer dizer algo que creio nunca ter dito. Hoje, já não temo mais a morte.


A verdade é que ainda não sei como lidarei com a dor física, se alguma vez vier a senti-la, mas começo a conhecer melhor a dor emocional e a reconhecer estar a ser engolido por algo que apenas vi acontecer nos outros. Afinal, sempre é real.

Afinal, dói mais do que alguma vez pensei doer. Afinal, sempre é verdade que existem momentos em que a dor nos faz sentir sós e impotentes, não tanto porque não temos ninguém do nosso lado, mas mais porque queremos senti-la egoistamente nossa e não conseguimos nem queremos partilhá-la ou falar dela com seja quem for.

SEMPRE ACREDITEI - FOTO 01


No entanto, a verdade é que tenho medo de como me vou sentir depois dela. Tenho receio do que ela possa deixar dentro de mim. Tenho medo de vir a perdê-la sem ter entendido nada daquilo que ela me quis dizer.

Sempre acreditei na força do amor e na vida depois da morte, nas escolhas da alma e no poder de decidir com o coração, na possibilidade de morrer em vida e renascer na morte, na existência de anjos, energia e no poder de cada um sobre si mesmo, no hoje, no ontem e no amanhã, assim como também sempre acreditei na minha capacidade de enfrentar aquilo que temo e desconheço, não porque me ache melhor que ninguém, mas porque no dia em que deixar de fazê-lo não será seguramente porque morri, mas antes porque passei de novo a ter medo da morte.






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