Sempre que sentimos raiva de alguém, culpamos essa pessoa por alguma dor que existe em nós

Sempre que sentimos raiva de alguém, inconscientemente (ou não), culpamos essa pessoa por alguma dor que existe dentro de nós.

A raiva acontece porque não aprendemos a lidar com as dores, buscamos mascará-las, porque aprendemos que emoções são coisa de gente fraca. Engolimos e não expressamos essas emoções, e o resultado é a raiva.

Sempre que culpamos alguém por qualquer situação que vivemos, é porque estamos identificados com a vítima que existe dentro de todos nós. Pode haver exceções aqui, não duvido, mas desconheço alguém que esteja livre disso.

O primeiro passo para curar a vítima interna, que no mais profundo tem a ver com questões da nossa infância e da nossa “criança ferida”, é reconhecermos que ela existe.

Isso exige humildade e autorresponsabilidade, porque como dizem todos e todas as mestras, colhemos o que plantamos. Essa parte é muitas vezes dolorosa, porque é mais confortável acusar alguém de ser o culpado pelas nossas dores, do que assumir a responsabilidade, o caminho para poder integrá-las.

Isso me lembra um namoro, onde eu estava completamente apaixonado e não “olhava pro lado”, e em um momento de ciúmes (estávamos sozinhos em casa) essa ex-namorada me deu 4 socos na cara.

Minha primeira pergunta interna foi: “O que eu estou plantando para colher isso?”

A parte boa é que eu não tive um instinto de reagir, percebi ali que meu trabalho estava realmente fazendo efeito em mim, e obviamente ficaram mágoas e dores para serem trabalhadas. Estou olhando para minha vítima para acolhê-la e curá-la.

Mas se não pudermos admitir, que seja para nós mesmos, que existe essa vítima, sinto informar que o processo de cura não avança, e o ciclo do sofrimento segue no comando de nossas vidas.

Que Deusa/Deus desperte em todos os seres!


Direitos autorais da imagem de capa: Jeff Kepler on Unsplash



Deixe seu comentário