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“Ser feliz depois dele(a)… é possível superar o fim de uma relação!”

Quis trazer hoje a vocês um assunto que é recorrente nas nossas vidas. Numas vidas mais, noutras vidas menos, mas a maioria de nós já passou por dores e dependências afetivas, relacionamentos que não deram certo, rompimentos.



E todos estes acontecimentos acarretam geralmente muita dor e ressentimentos.

Seja por que motivos forem, às vezes, o terminar de uma relação torna-se inevitável.

Ou porque nós já não queremos estar com a pessoa; ou porque a pessoa já não quer estar conosco; ou apenas porque, simplesmente, a relação já não resulta e já não há afinidades, os objetivos de ambos já não convergem, a sintonia que existia desapareceu.

Cada um de nós, neste planeta, é um ser humano em permanente mudança e evolução. Aquilo que fomos ontem, já não seremos amanhã, pois crescemos e mudamos com as experiências, todos os dias. O que costumávamos pensar e dizer já não será igual aos pensamentos que se desenvolverão amanhã. Os objetivos que tínhamos no ano passado, talvez não sejam mais os que sonhamos neste preciso momento. Aquilo em que acreditávamos e tínhamos plena convicção, se calhar, desmoronou-se com o passar do tempo, e fez renascer em nós novas certezas, novas visões do mundo e de tudo o que nos rodeia. Abrimos horizontes, todos os dias, quando nos permitimos. E isto é maravilhoso!


Porque isto é evoluir; é fluir com a Vida, e permitir-se ser, a cada instante, uma melhor versão de si mesmo. E este é o ciclo natural das coisas, de toda a Natureza e de todo o Universo.

Quando temos alguém do nosso lado, podemos viver uma partilha intensa e maravilhosa de todas estas experiências, na medida em que ambos crescem juntos e o amor se fortalece! Mas, noutros momentos, essa mesma evolução cria muitas quebras e também traz muita verdade às nossas vidas.

Por vezes, essas quebras acontecem nos nossos relacionamentos mais próximos, inclusive o relacionamento romântico, quando verdades e modos de vida deixam de coincidir, e a energia que antes alimentava aquele amor enfraquece e, por fim, desvanece.

Quantas (os) de nós não viemos já abaixo, por um relacionamento que terminou? É perfeitamente normal, principalmente, quando estávamos convencidas (os) de que era o(a) “tal”! De que, do modo como o (a) amávamos, tudo apontava para que envelhecêssemos juntos!


Mas aí, a verdade dura e crua vem nos acordar. Muitas vezes, aquilo que definíamos como o nosso grande amor (e geralmente é um grande amor!) vem nos mostrar que estávamos a viver uma dependência. Doamo-nos tanto àquela pessoa, que nos perdemos de nós mesmos! É claro que o mundo vai ruir quando essa relação termina porque, afinal, o nosso mundo era simplesmente aquela pessoa!

Acredito, de todo o meu Coração, que absolutamente nada do que nos acontece é por acaso. Acredito que a nossa Alma, ou Eu Superior (ou como lhe quiserem chamar) atrai estas situações para as nossas vidas, não para nos fazer sofrer, mas para nos trazer alguma mensagem, alguma aprendizagem; alguma qualidade que necessitamos desenvolver para nos tornarmos seres humanos mais felizes e realizados.

Acreditem que todo o Universo, toda a vida, é consciente e sabe de tudo aquilo que nós precisamos para aprendermos a ser mais felizes. A Vida quer que sejamos felizes.

Por isso, uma perda, ou o fim de uma relação muitas vezes vem dar um abanão à nossa capacidade de amar com desapego, ou seja, a nossa capacidade de amar o outro, mas deixando-o livre para fazer e tomar as suas próprias escolhas e decisões… que, muito dolorosamente, às vezes, não nos incluem.

Não podemos estar com hipocrisias… a aprendizagem da vida geralmente dói. Não posso negar. Também já me doeu. Mas temos a possibilidade de dar a volta à dor, quando nos focamos em tentar perceber o que a vida nos quer ensinar. E não há um ensinamento igual ao outro, pois cada um é único, com qualidades e capacidades únicas! De qualquer modo, belezas, há um aspecto que é igual para todos: a vida quer que avancemos, não que nos afundemos em dor! Pois, não importa a sua idade, experiências maravilhosas ainda o esperam!

Faz o seu luto. Liberte suas emoções.

Tal como com qualquer outra perda, é essencial fazer o luto de uma relação terminada. É essencial exteriorizarmos as nossas emoções! Mascará-las com grandes bebedeiras ou loucuras de uma noite não vai nos curar, nem trazer nenhum conforto. Muito pelo contrário, o sentimento de perda e de desamor será bem maior!

Não tenham medo de desabafar com alguém de confiança; de chorar, chorar até que não haja mais lágrimas. Muitas pessoas sentem-se envergonhadas por chorar por um amor (infelizmente, por questões culturais, entre os homens isto é frequente), mas não há vergonha alguma nisso! Se doeu o fim de uma relação, isto só quer dizer que há um grande coração luminoso aí dentro, que sabe amar de verdade, quando lhe é permitido!

Por isso, é importante deixar essa dor fluir. É uma cura muito poderosa! A presença dos amigos ou familiares também é importante! Um jantar de amigas (os), sair para dançar ou viajar ajudará muito ao longo deste percurso de reencontro com nós mesmos!


Liberte-se do passado

Um passo essencial neste processo é conseguirmos nos desfazer de tudo que nos remeta ao que terminou e agora pertence ao passado. Objetos como fotos, amuletos, cartas, presentes que nos lembrem essa pessoa ou relação devem ser descartados das nossas vidas. Se não temos coragem de as deitar fora porque representam ainda uma fase bonita da nossa vida, o melhor é guardá-los todos numa caixinha bem fechada, que possamos guardar bem longe da nossa vista (nos confins do sótão, na cave escura ou até em casa de algum outro familiar!). É importante nos disciplinarmos a não ir vasculhar a caixinha, e o mesmo se aplica aos contatos e às redes sociais. Se o fizermos, estaremos a transportar-nos para o passado e a reviver uma história que não existe mais, o que só nos trará mais sofrimento. Este momento deve ser única e exclusivamente dedicado a viver no Agora, olhando em frente! Muito provavelmente, daqui a muitos anos, quando voltarem a abrir a caixinha empoeirada, você vai agradecer por tudo ter acontecido!


Reencontre-se. Descubra as suas paixões. Ame a si mesmo!

Como referi anteriormente, são a maioria as pessoas que se descobrem completamente vazias, depois do fim de uma relação amorosa. Depois de se terem doado por completo, durante anos ou meses, aquela pessoa levou tudo. Toda a energia foi canalizada para aquela pessoa e para aquela relação. Quem fica já não sabe quem é, o que costumava fazer antigamente, quais eram realmente as suas paixões. Por sorte, a energia que vem do nosso Coração é infinita, e é só uma questão de tempo e de trabalho de autodescoberta para voltarmos a nos encontrar, pois o que realmente somos, nada, nem ninguém, pode levar!

É hora de relembrar os nossos próprios sonhos; dedicarmo-nos àquilo que nos faz felizes. Que atividades lhe trazem alegria? Fazer um novo curso, dedicar-se a um hobbie, dançar, pintar, escrever, fotografar. Dedicar-se a uma nova área profissional, ou melhorar aquela em que já nos encontramos… passar tempo com os amigos, a família, os peludinhos de estimação. São tantas as possibilidades e tantas as coisas que nos trazem alegria! Neste momento, a prioridade é uma: voltar a ser feliz consigo mesmo e com todas as dádivas maravilhosas que fazem parte da sua vida! Eu costumo dizer que: “Eu Sou a minha melhor companhia, a minha melhor amiga, e que estarei comigo sempre até ao fim dos meus dias”. E é assim que eu acredito que devemos viver. Ame-se incondicionalmente, aprecie-se profundamente, e seja grata (o) por tudo e todos que você tem em sua vida, pois tudo o que tiver e for exterior a você é um presente que a vida lhe ofereceu, por amá-lo (a) tanto!


Todo o fim representa um recomeço

Tudo o que existe no Universo é um ciclo. Um ciclo perfeito. E, assim como tudo no Universo, a nossa vida também se desenrola em ciclos. Portas fecham, outras portas se abrem diante de nós, ainda que, a princípio, não as consigamos ver.

Se uma etapa na nossa vida termina, como um relacionamento, outra etapa se inicia. E quando nos permitimos pensar desta forma, é até excitante viver com a perspectiva de que inúmeras possibilidades estão diante de nós!

Acredito plenamente que o fim de uma relação é um momento de nos voltarmos novamente para dentro, para os nossos corações e sonhos mais profundos.

“Mas o meu sonho era ter um relacionamento, era viver com esta pessoa e construirmos, juntos, uma família!” Poderão dizer. E está tudo bem. Mas é justamente quando erguemos sonhos sobre outra pessoa que, às vezes, a vida vem como um terremoto, e tudo se desmorona.

É essencial termos sonhos, claro que sim. Mas é igualmente importante termos presente que a pessoa que tivermos ao nosso lado é um ser livre; livre para sonhar os seus próprios sonhos e levar a vida conforme a sua própria verdade.

E pode haver sempre a possibilidade de já não fazermos parte desses sonhos. O que fazer então? A meu ver, continuar a sonhar e a viver por nós mesmos, retirando das situações difíceis todas as aprendizagens que temos.

No momento de dor, podemos não ver qual é a aprendizagem e sentir uma imensa revolta. Mas ela está lá. E, mais tarde ou mais cedo, virá à tona do nosso entendimento. Podemos sonhar, sim, com um relacionamento maravilhoso e uma família linda, seja o que for… mas tendo sempre presente que a única pessoa que você terá sempre certa na sua vida é você mesma(o). E nada, nem ninguém, poderá ocupar esse lugar no mundo, que é exclusivamente seu!

Quando sentir esta verdade no seu coração, profundamente enraizada, então essa pessoa maravilhosa surgirá. Será um novo amor, ou o mesmo antigo amor (não se sabe!), mas essa pessoa que você espera poderá então vir, e escolher percorrer o caminho com você.

Mas você e será sempre a pessoa mais importante da sua vida!

Deixem a vida fluir, meus amores. A vida é como um rio, que tem o seu próprio curso. Nós podemos escolher como agir e até por onde seguir. Mas não vale a pena lutarmos contra a corrente, pois a vida sabe sempre que nos levará para um lugar melhor.

Deixem, por isso, ficar no passado tudo o que pertence ao passado, e abram-se a novas possibilidades, a novos recomeços! E, acima de tudo, aprendam que o maior amor é o que vem de vocês para vocês mesmas (os), e que flui depois para todo o mundo ao redor.

A fonte de amor dentro de vocês é infinita! Só quando aprendermos a nos amar é que poderemos doar esse amor sem fim a outra pessoa, sem ressentimento, sem ilusões, nem falsas expectativas. Apenas a verdade de um amor incondicional.

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Direitos autorais da imagem de capa: romankosolapov / 123RF Imagens

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