Ser mãe de três meninas é…

Aprender a se concentrar com barulho.

Minimizar o nível de exigência, porque a maternidade perfeita não existe.

Ouvir com atenção, viver e curtir o momento presente, sem recusar colo, abraço, beijo e carinho.

Agendar muitas sessões de fotos.

Saber os nomes de todas as princesas e tirar fotos com elas quando aparecem.

Ficar feliz ao presenciar o amor das filhas com pai, avós e demais familiares.

Imaginar o futuro das crianças, cuidando para não projetar nelas os desejos próprios.

Limpar manchas de esmalte derramado pelo chão.

Habitar numa casa com bonecas espalhadas pelo chão, vestidas com fraldas e com chupetas na boca que uma vez foram das próprias filhas.

Aprender a tirar chiclete do cabelo.

Segurar o riso para não comprometer a bronca ao flagrar uma das filhas passando esmalte na boca, ou lambuzando o rosto com creme ou riscando os bancos do carro e dizendo “desenhei o sol”.

Ter uma personal stylist todos os dias, dando dicas de roupas, sapatos, maquiagem, cabelo e moda em geral.

Aprender que existem coisas que ninguém pode fazer por mim, como comer, tomar banho, estudar e dormir – e fazê-las quando as crianças dormem ou estão na escola.

Liberar algumas ações que podem ser feitas por outras pessoas – aprender a aceitar ajuda e a delegar e dividir tarefas.

Inventar pegadas do Coelhinho da Páscoa, escrever cartas para o Papai Noel, guardar dentes para a Fada do Dente e inventar a existência de outras fadas.

Ter o celular sempre descarregado ou com memória esgotada, ocupada por vídeos da filha que quer ser youtuber.

Arrumar fantasias para as filhas e para si mesma no Carnaval.

Manter o “não” quando for dito, sem culpa, porque educar é dar amor, mas também limites.

Aparar 60 unhas por semana.

Relembrar e reviver a própria infância.

Importar-se com fotos e filmagens, arquivar com cuidado e revelar muitas fotos – são a história que vai sendo construída e os registros ajudarão as filhas a lembrar-se dos momentos.

Adquirir roupas iguais para as três filhas, bonecas e mamãe.

Não sentir culpa por momentos de ausência, porque são importantes para a sanidade mental da mãe e, assim, são também para as filhas.

Achar, depois de muito procurar, roupas e babadores da filha mais nova nas bonecas da filha mais velha.

Lavar e estender roupas das filhas e das bonecas.

Admirar as filhas menores querendo imitar a mais velha e esta, em seu instinto maternal, cuidando das menores.

Usar batons mais escuros no dia a dia, porque foram os únicos que sobraram na nécessaire.

Realmente amar incondicionalmente cada uma das filhas, com a mesma quantidade de amor, mas com diferenças na forma de lidar, pois cada uma é única,

Ah, o melhor de tudo… presenciar o amor e a disputa entre as irmãs e ficar feliz porque o amor prevalece.


Direitos autorais da imagem de capa licenciada para o site O Segredo: 123RF/galinakovalenko



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