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Ser religioso ou espiritual? o que pode, de fato, nos “salvar”?

Mesmo que você leia muitas escrituras sagradas e mesmo que você fale muito sobre elas, o que de bom elas podem fazer por você se não agir sobre isto? ”



 Ser religioso ou espiritual? O que pode de fato nos ‘salvar’ ?

Primeiro vamos entender a diferença entre religião e espiritualidade.

Religião: crença na existência de um poder ou princípio superior, sobrenatural, do qual depende o destino do ser humano e ao qual se deve respeito e obediência.

Espiritualidade: propensão humana a buscar significado para a vida por meio de conceitos que transcendem o tangível, à procura de um sentido de conexão com algo maior que si próprio”. A espiritualidade pode ou não estar ligada a uma vivência religiosa.

Percebo que a diferença entre uma e a outra, é a liberdade.


A religião nos impõe uma verdade absoluta e exige obediência.

A espiritualidade, por ser um estado de espírito, uma busca, um desejo, permite-nos, fazer isso com a liberdade de estarmos ou não ligados a uma vivência religiosa.

Não estou aqui para defender uma coisa ou outra, meu único desejo é de que não nos deixemos levar pelas imposições religiosas, que, às vezes, são extremistas e desnecessariamente intolerantes. Que a gente não se perca na ideia de que somente ler escrituras sagradas e falar sobre elas, pode mudar a nossa vida e a dos outros ou garantir a tal salvação.


Que a gente pense fora da caixa, e que tenhamos mais medo de viver uma vida medíocre, infeliz e sem sentido, do que nos preocupar somente em agir de maneira que nos permita ou salve de ir para o céu ou o inferno.

A própria bíblia nos incita a encontrarmos a verdade, para assim sermos libertos.

Essa verdade, mora no seu coração, no meu, nos nossos corações.

Filósofos, escritores, cientistas, religiosos, malucos sem causa, já tentaram explicar o sentido da vida através de teorias aceitas ou não pelas pessoas, mas, até hoje, o mistério da vida, da alma e do nosso espírito, permanece um mistério. E acredite, é assim que tem que ser.

Entretanto, algo em comum, entre todas as teorias, religiões e crenças, é o amor, o respeito por si mesmo, e pelo próximo. Então, talvez devêssemos passar mais tempo colocando em prática, os ensinamentos que nos parecam mais cabíveis, segundo o nosso conhecimento e coração, ao invés de somente idolatrarmos conceitos religiosos que nunca saem da teoria.

Independente daquilo em que você acredita, acredite mais em você, acredite em todo o poder que a sua mente, as suas vocações e talentos carregam, acredite na mudança e influência que pode exercer, sobre gerações, multidões, ou somente uma pessoa que seja, através da generosidade, da empatia, e gentileza.

Fale menos, e faça mais, apegue-se mais ao sentimento espiritual do que a uma denominação religiosa, porque, no final do dia, o único que pode salvá-lo, é você mesmo.

O homem é, por natureza, propenso ao pecado, à imperfeição, e não deve ser endeusado, somente por carregar um título religioso, lembre-se de que somos todos iguais, e os mesmos tormentos que nos assombram, também assombram um padre, pastor, rabino, etc, porque somos todos, sem distinção, seres humanos.

Não se contente com uma verdade manipulada e unilateral, quando você tem todas as ferramentas para se encontrar com a sua própria verdade. Aquela que dá sentido a sua passagem por esse mundo.

Mundo esse que precisa de mais amor, mais ação, mais compaixão, e menos julgamento, menos imposição.

A eternidade pode já ter começado, então, o que você faz hoje, pode estar contribuindo em como você passará o resto dos seus dias, seja aqui ou onde a nossas almas se encontrarem.

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Direitos autorais da imagem de capa: photodee / 123RF Imagens

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