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Será que chegou a hora de desistir?

Reavaliando a minha trajetória, entre idas e vindas, encontros, desencontros, lágrimas, risos, quedas, sonhos, certezas, dúvidas, rotas traçadas e recalculadas, constato algo que, talvez, há algum tempo, eu não admitiria nem para mim mesma: já desisti de alguns projetos na minha vida.



Olha, não me leve a mal. Não foi por fraqueza, preguiça ou falta de coragem. Foi por falta de sentido mesmo. Sabe propósito? Então.

Acho que quando deixou de ter um significado real pra mim, quando não fez mais sentido persistir, quando doía mais que abastecia, fazia sofrer mais que alegrava, acho que foi aí, nesse ponto, que eu simplesmente levantei a bandeirinha branca, saí de campo, dei o fora, desisti.

Porque às vezes não vale a pena continuar dando murro em ponta de faca mesmo, entende? Não é pra ser. Não é pra você. E tudo bem. Tá tudo certo. Tem algo muito melhor esperando por nós,  lá na frente.

É isso. Sempre que me perguntam se chegou a hora de desistir, ou até quando persistir, até quando seguir por aquele caminho, eu lanço o questionamento sobre o propósito, sobre o porquê de você ter começado a fazer o que está fazendo. Ainda faz sentido? Ainda é importante pra você?


O alcançar essa meta ainda vai gerar felicidade e impactos positivos na sua vida e na vida das pessoas que você ama? Ainda tem a ver com o que você realmente deseja para sua vida? Ainda o faz sentir borboletas no estômago a cada vez que você se visualiza alcançando aquilo que tanto deseja?

Apesar dos pesares todos, dos esforço todos, de toda a dor – e até sofrimento – o que você deseja ainda ocupa espaço importante no seu coração? Ainda não sai dos seus pensamentos? É um sonho que ainda faz sentido de ser realizado?

É sim? É claro? É lógico? Então você já tem a resposta. Não importa quantos desistam, ou o quanto digam que é difícil ou até impossível conquistar o que você deseja, mire na fé e continue a remar mesmo com medo, mesmo cansado, porque não há esforço que compense mais do que aquele que atende aos apelos da nossa alma, do que aquele que conversa com o nosso coração, do que aquele que nos traz um brilho no olhar e uma felicidade inexplicável só de a gente pensar que vai conseguir um dia.


Agora, se você titubeou na resposta, se a coisa já não faz mais tanto sentido assim, talvez seja a hora de repensar suas escolhas, recalcular sua rota, reavaliar qual é o caminho que, de fato, está alinhado com o que você almeja da vida.

Eu sei, não é fácil. Há pessoas que já andaram tantas casinhas no tabuleiro do jogo da vida que pensar em voltar algumas dezenas de posições e recomeçar de algum pontinho lá atrás, talvez seja doído demais, principalmente, quando, para angariar essas posições todas, além do investimento de tempo, de dinheiro e de energia, houve também um desgaste emocional muito grande. Mas, pense comigo: do que adianta estar em estágio avançado de um caminho que não é o seu? Que não faz mais sentido pra você? Do que adianta estar em vias de chegar a um lugar que não tem nada a ver com o que você almeja, com o que a sua alma deseja, com o que o seu coração já cansou de te falar?

Chegar por chegar é como viver por viver. E viver por viver é apenas existir, entende? Não está aqui para cumprir tabela ou para chegar primeiro. A trajetória é muito mais importante do que o ponto de chegada em si. É nela que a mágica acontece.

Talvez, em algum momento, o recuo estratégico seja justamente a mola propulsora que você precisava para dar passos mais largos, alçar voos mais altos, arriscar e se lançar com muito mais verdade na missão. Missão? Sim. A sua missão. O propósito de toda a sua existência na Terra.

Muito mais importante do que já estar avançado em algum caminho, é entender se este caminho continua fazendo sentido pra você.

Porque às vezes não faz mais. E você não precisa continuar seguindo por ele. Nem se sentir culpado por voltar atrás, fazer diferente, recalcular a rota mesmo.

Tempo perdido? Talvez essa ideia passe pela sua cabeça, sim. Também já tive que lidar com esse pensamento de que já perdi muito tempo na vida, de que agora eu tinha que ir até o fim em determinada meta, porque não dava pra desistir mais, como se desistir de algo que não tem mais nenhum sentido pra gente fosse o pior dos crimes que alguém pode cometer contra o seu próprio tempo.

Tempo… Faz sentido continuar usando o seu tempo em algo que não o abastece mais? Em algo que não tem mais razão de ser? Em algo que não tem mais um porquê suficientemente forte, grande e real que justifique esses esforços todos?

Desistir pode exigir da gente uma coragem imensa, sabia? Principalmente quando, do outro lado do jogo, aquele lado que não tem ideia do que se passa na sua vida e no mais íntimo do seu coração, existe alguém para apontar o dedo na sua cara e chamá-lo de fraco.

Para cada fraqueza apontada, a fortaleza de desistir, quando não faz mais sentido, desponta.

Se me perguntarem por que desisti, explico: foi porque já não fazia mais sentido pra mim.

Simples assim.

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Direitos autorais da imagem de capa: evgenyatamanenko / 123RF Imagens

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