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Será que você está viciado em mídias sociais?

Tudo de bom tem seu lado ruim. E no caso desta comunicação instantânea, o lado ruim é o potencial de se tornar viciado nas mídias sociais. Estar cara a cara com alguém e olhando o telefone é um exemplo típico. Uma falha terrível. O contato está lá, ao vivo, em sua frente, e você prefere o contato virtual? Algo está errado!   


Esta é uma pergunta que todos nós devemos fazer: “Estou viciado em mídias sociais?” Sabia que vicia mesmo? Como e porquê? O que podemos fazer? Aqui vamos abordar esta questão.

Veja aqui meu vídeo sobre este tema:

Tecnologia é incrível. A tecnologia dá poder à humanidade de atingir novos patamares de bem-estar. É poder que nos permite fazer o que antes era impossível, até mesmo impensável. Em especial, eu destaco nosso poder de nos comunicar globalmente.

Tudo de bom tem seu lado ruim. E no caso desta comunicação instantânea, o lado ruim é o potencial de se tornar viciado nas mídias sociais. Estudos mostram que é mais difícil resistir uma olhada nas mídias sociais do que um alcoólatra resistir uma bebida.


Dá um barato receber uma mensagem. É contato. A alma quer contato com outros. E também a alma quer informação. A combinação de contato com outros e informação é muito poderosa.

Então, o cérebro responde liberando dopamina. Aquele aviso de nova mensagem, o sinal de notificação, torna-se irresistível. E com o aumento do desejo por recompensa, cai nossa guarda e perdemos juízo.


Estar cara a cara com alguém e olhando o telefone é um exemplo típico. Uma falha terrível. O contato está lá, ao vivo, em sua frente, e você prefere o contato virtual? Algo está errado. 

Acordar no meio da noite e logo correr para ver as novidades e novas mensagens? Isso não é bom para sua saúde. Atrapalha o sono e agita a mente.

Está no cinema, na reunião, e fica olhando para o telefone? Está faltando presença.

E esse é um ponto chave: presença. O ruim é que a mídia social tira seu foco do que está acontecendo ao seu redor. A vida. As pessoas. Os sons. O céu. 

Sim, não podemos negar que faz parte da vida ter um chat com seu amigo à distância, ou ver o que sua família está fazendo no Facebook. Isso também é vida. Mas há uma diferença de “banda”. A vida é banda larga. Mil sensações, mil nuances. A vida digital é banda bem reduzida, ainda mais em forma de mensagens e emojis. Há uma perda.

Como lidar com isso? O primeiro passo é reconhecer que tem um problema ou, ao menos, que há um desequilíbrio. O segundo passo é tomar atitudes práticas para conter o problema.

Nesse caso é simples: o problema está no telefone. Então precisa manter o telefone longe. Não dá para resistir à tentação de verificar a cada 2 minutos, então deixe longe ou desligado em dados momentos. Quando estiver numa reunião, num encontro com amigos e família, comendo com outros: deixe fora do alcance.

Gosto da técnica chamada “stacking”. Quando se sai com os amigos, todos colocam os telefones empilhados um em cima do outro. O primeiro a pegar o telefone paga a conta de todos! 

De noite, pare de dormir com o telefone ao seu lado. Deixe carregando na sala e use outro tipo de relógio ou despertador.

No trabalho, crie momentos de telefone desligado. No escritório de meu contador, por exemplo, fiquei surpreso ao ver que todos os funcionários precisam deixar o telefone com a recepcionista. Tem uma caixinha com chave para cada.

Ficar livre da interrupção de mídia social aumenta sua produtividade e foco, pesquisas mostram. 

Estamos todos nos acostumando com este novo mundo, cada vez mais digital. Temos que usar o bom senso para aproveitar o bom, sem sofrer os males.

Seu amigo,

Giridhari Das


Direitos autorais da imagem de capa: .pexels /@rawpixe





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