Família

Seu filho não precisa viver grudado em você. Incentive sua independência!

Os melhores momentos para ensinar seu filho a ter mais autonomia são aqueles de descontração, durante uma brincadeira ou um fim de semana mais tranquilo!



Quando os filhos nascem, muitas famílias se sentem presas à rotina de cuidados com o pequeno que chegou. O choro, o cuidado noturno, a alimentação e as pequenas brincadeiras vão se somando até perceber que o tempo está passando. Algumas coisas que eram necessárias vão tomando espaço para que seu filho comece a tentar, sozinho, a fazer suas coisas.

É muito importante, conforme a criança vai crescendo, incentivar que ela mesma realize as funções mais básicas do dia a dia.

Comer sozinha, colocar uma peça de roupa, guardar um brinquedo, levar o prato à pia, coisas que pensamos ser pequenas demais, mas que são extremamente importantes para um adulto autônomo e independente.


Ensinar a seu filho que nem sempre você estará por perto pode fazer com que ele lide com esses momentos de separação de forma mais natural, sem muito choro.

Durante as atividades lúdicas, é possível explicar para o seu bebê que, mesmo que ele não a veja, você sempre estará disposta a ir ao seu encontro. Brincar de “esconde e acha” é uma das melhores formas de deixar a criança cada vez mais confortável com sua ausência.

Quando respeitamos nossos filhos, explicando que também temos nossos compromissos, por isso, em alguns momentos, teremos que nos ausentar, é uma das melhores formas de encarar a realidade. Não é necessário enfrentar um afastamento brusco, impondo à criança apenas a sua realidade, ela não vai compreender, principalmente no início da sua vida, que existem outras coisas além de si mesma.

Um bebê não entende sobre rotina de trabalho, compromissos sociais e coisas do tipo, acabou de chegar ao mundo e acredita que só exista ele e sua família. Quando é recém-nascido, chega a achar que é apenas uma extensão de sua mãe, como se fossem apenas um só. O trabalho dos cuidadores e responsáveis pelo bebê é ajudá-lo nesses processos de separação, saindo do umbigo de si e encontrando no próximo a ajuda e a diversão de que precisa.


Familiares como tios, avós e padrinhos podem – e devem – ajudar nesse processo. Passar curtos períodos com a criança, além de ajudar a mãe a descansar, colabora com o desenvolvimento sadio e a autonomia do infante. Começar a passar 30 minutos uma vez na semana e ir, gradativamente, aumentando esse tempo, é capaz de mostrar para o bebê que existem outras pessoas no mundo, e que está tudo bem em ficar com elas, longe de seus pais.

Para os pais que ainda estão inseguros em deixar seus filhos sob os cuidados de outras pessoas, basta refletir sobre os principais aspectos dessa equação: os adultos que ficarão com a criança são responsáveis?

Você confia que, naquele lugar, seu filho receberá o melhor tratamento possível? As pessoas têm capacidade de atender às necessidades básicas de um bebê? Seu filho gosta daqueles adultos?

Se você confia em quem vai cuidar de seus filhos, fique tranquila, a insegurança é uma ferramenta natural de sobrevivência instintiva dos humanos. Sentimos que precisamos proteger nossa prole a qualquer custo, o que faz com que alguns sentimentos de ansiedade e proteção aflorem nesses delicados momentos de separação.


Respeite seu filho e ofereça o melhor que conseguir, enxergando-o como um indivíduo com vontades e preferências. Trate-o como gostaria de ser tratado, afinal, é importante que ele aprenda a viver no mundo, mas isso também não precisa ser feito de forma traumática, basta ensinar-lhe tudo com afeto e amor!

Você acha difícil se separar dos filhos?

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