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A simplicidade imutável do bom coração

[…] Dentre todos os caminhos tortos, cegos e extremados que percorremos para construir a nossa felicidade, um dos mais estéreis é o do egocentrismo. Mesmo se aparentemente demostrarmos sinais exteriores de felicidade, não poderemos ser realmente felizes se não nos interessarmos pela felicidade dos outros. E isso de modo algum requer que negligenciemos a nossa própria felicidade.


O desejo de ser feliz é tão legítimo quanto o de qualquer outra pessoa. E, para amar os outros, devemos aprender a amar a nós mesmos.

Não se trata de ficar embevecido, extasiado, diante da cor dos próprios olhos, da beleza do corpo ou ao perceber algum traço positivo da própria personalidade, mas sim de atribuir o devido reconhecimento ao desejo de viver cada momento da existência como um momento pleno de significado e realização.

Amar a si mesmo é amar a vida.

136993226882É essencial compreender que construímos a nossa própria felicidade fazendo os outros felizes. Em resumo, o objetivo da vida é obter um estado profundo de bem-estar, sabedoria e plenitude em todos os momentos acompanhado do amor por cada ser.


Não esse amor individualista que a sociedade atual nos determina, mas o amor verdadeiro, que surge da bondade essencial, fazendo com que, de todo coração, desejemos que todas as pessoas encontrem sentido em suas vidas. Trata-se de um amor que será sempre disponível, sem ostentação ou interesse próprio. […]

Romain Rolland






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