Sinta a sua dor. Não a negue, não a rejeite. Respeite-se. Enquanto você resiste, dói

Isso mesmo. Sinta.

Ao que ouvimos desde cedo: “Engula esse choro! Isso não é para tanto! Você está exagerando!”

E é por estas e outras que lidamos com a insensibilidade, que endurecemos e aprendemos a resistir, a evitar, a não expressar o que realmente sentimos porque temos medo de parecer fracos. Criamos cascas em cima de cascas para nos protegermos da dor, criamos muros para não sermos atingidos e formamos uma espécie de camada espessa para que nos tornemos impenetráveis. Mas não ao ponto de sermos inatingíveis porque as mudanças, as crises, as desordens fazem parte do nosso processo de evolução.

Neste contexto, quando realmente somos atingidos pelo que fere, entramos em um processo de resistência que nos impulsiona a sermos ainda mais duros.

E é isso que machuca… porque as situações se repetem até que você saiba lidar com o aprendizado.

Você vai precisar desconstruir e remover tudo o que criou ao entorno de si mesmo, estará vulnerável para que esta lição seja vista, feita.

Você vai precisar estar frágil, soltar o controle, você não tem controle, na verdade tudo o que você não precisa ter é controle.

Controle é esforço. Quando você solta, tudo flui. Enquanto você resiste, dói. Então, sinta.

Sinta o que você sente, não negue, não rejeite, não tente repelir. Respeite-se.

A partir do momento que você respeita o que sente, você começa a aceitar e é na aceitação que as coisas começam a tomar uma nova direção, as coisas fluem, não existe resistência, não existe dureza.

Deixe doer.

Aceite a dor, olhe para o sentimento e diga sim, eu acolho você, eu vejo você, eu entendo você e eu deixo você ir.

É assim que as coisas mudam. Acredite, é só assim que as coisas mudam.

As coisas mudam não quando somos duros, mas quando somos fortes, porém, flexíveis.


Direitos autorais da imagem de capa licenciada para o site O Segredo: 123RF / fizkes



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