Comportamento

“Sinto atração sexual por uma cerca e amo sua companhia”

Foto: TikTok / @mistaiah
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A mulher tem interesses sexuais peculiares. Confira!

A sexualidade é algo subjetivo, mas algumas pessoas chamam a atenção por seus interesses estranhos à maioria. Você já imaginou sentir atração por algo bem diferente, como uma cerca de madeira? Para alguns, isso soa como absurdo, mas para Erika LaBrie, trata-se de uma realidade.

A norte-americana, que é profissional de tiro com arco, tem como orientação sexual a “objectum sexual”, parafilia em que a pessoa se apaixona por objetos inanimados, e se abriu para o mundo sobre essa questão.

Ela tem atraído atenção por causa de um vídeo que viralizou, no qual fala sobre a atração sexual por uma cerca. A gravação, compartilhada pelo usuário do TikTok @mistaiah, chocou alguns espectadores.

Erika, montada numa cerca vermelha, conversa agradavelmente com a câmera. “Eu não esperava encontrar uma cerca como esta aqui”, diz a mulher. “Ela é perfeita, tem a forma que eu gosto. E esses ângulos? Fabulosos”, continua.

No clipe viral, que acumulou mais de 1,4 milhão de curtidas, Erika explica o que a atrai na cerca enquanto parece acariciá-la.

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Foto: TikTok / @mistaiah

As cercas são objetos que me atraem porque são perfeitas em sua geometria”, diz a mulher, revelando que estar ao lado da cerca lhe despertava algumas sensações físicas naquele momento. Ela também manifestou o desejo de conhecer melhor a nova “paixão”.

Como se pode imaginar, a maioria dos internautas reagiu com estranheza à publicação, debochando da situação e dizendo que isso é muito estranho. Para os norte-americanos, Erika não é uma pessoa estranha. Ela ficou famosa em 2008, um ano depois de “se casar” com a Torre Eiffel, em Paris, inclusive mudou seu sobrenome para Eiffel. O casamento, no entanto, terminou após dez anos.

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Foto: TikTok / @mistaiah

Sua história foi apresentada ao mundo no documentário “Married to the Eiffel Tower”, que viralizou. No entanto, esse não foi um período muito positivo de sua vida, e Erika faz questão de falar abertamente sobre sua sexualidade e em que consiste, tentando diminuir o preconceito e fazer as pessoas enxergarem as coisas de maneira diferente.

Sobre sua sexualidade

Desde que sua sexualidade foi compartilhada com o mundo, Erika diz receber condenação ou mesmo ser tratada com desdém, e resolveu trazer essa questão a público. Em entrevista ao news.com.au, a mulher disse não ser compreendida, mesmo fazendo parte de um grupo de mais de 400 indivíduos no mundo.

Sobre o documento que mostra o seu casamento com a famosa torre francesa, Erika comentou que ele chamou a atenção pelos motivos errados, e que levantou o equívoco de que as pessoas “objectum sexuais” eram inclinadas a objetos por questão de controle, provocada por fatores, como abuso e doença mental.

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Foto: TikTok / @mistaiah

Além disso, segundo ela, o documentário ignorou o lado emocional ou espiritual desses relacionamentos não convencionais e aumentou o componente sexual, “reduzindo as representações a, na melhor das hipóteses, fetichistas e, na pior, completamente loucas”.

Como tudo na vida, seus instintos sexuais têm fatores positivos e negativos. Os negativos, relatou a mulher, foram ter sido rejeitada por amigos e familiares, e entre os positivos está o título de tetracampeã mundial em tiro com arco, que ela atribui ao relacionamento amoroso com seu arco e flecha.

Erika explicou que o sentimento dos “objectum sexuais” é bem parecido com o da maioria por alguns objetos queridos, mas capaz de desenvolver uma conexão mais profunda. Sobre a associação da sexualidade da esportista com traumas, ela rebate dizendo que sente isso desde a infância. “Eu não percebi que era diferente até a adolescência, quando os outros começaram a namorar e eu tinha sentimentos profundos por uma ponte local”, disse na entrevista.

E para aqueles que querem reduzir sua orientação ao insucesso com os seres humanos, Erika diz o seguinte: “Sempre mantive boas amizades com as pessoas e fui muito social, mas nunca me senti atraída por nenhum relacionamento romântico”.

Para ela, o mundo perfeito é aquele onde todos percebem que a felicidade não tem apenas uma forma, e que não podemos julgar a felicidade de alguém baseados nas próprias experiências.