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Sinto que é hora de desistir de você, mas não tenho coragem…

Uma história de amor precisa tem início, meio e fim. Talvez seja difícil entender que possa ter fim, pela complexidade do que chamamos “amor sem fim”.


Sim, muitas vezes nos entregamos a um sentimento tão intenso, que imaginamos que nunca vai acabar. Mas devemos sempre estar abertos a novas possibilidades.

O amor pode não acabar, mas as incompatibilidades podem ser um entrave, tirando o referencial do que esperamos que seja por uma vida inteira.

Pode ser que não haja momento mais difícil do que pensar em desistir de um amor. Precisamos entender que algo tenha saído do nosso controle, e que a solução pode ser aceitar com mais entendimento, que aquilo que não podemos mudar pode nos dar mais forças para lutar e para manter aquilo que ainda é possível e que pode valer a pena, o sentimento de que fizemos tudo certo. E temos esse discernimento porque só pode haver uma solução: “Cada um pro seu lado”.

É claro que não estou aqui, fazendo apologia ao encerramento de um relacionamento. O que quero dizer é que, muitas vezes, há amor até na desistência.

Nos dias de hoje, as pessoas banalizam o amor. E o que vemos são muitas pessoas desistindo desse sentimento com muita facilidade, por isso abrem mão dos seus relacionamentos sem ao menos lutar. Sim, porque lutar parece desnecessário, e há no mundo, uma infinidade de pessoas prontas para se doarem no quesito “amor”, como um mero sentimento afetivo.


Entretanto o amor é muito mais que isso. É renúncia, abnegação, dedicação e muito mais. Ademais, o mundo no qual vivemos está cheio de possibilidades pseudo amorosas, e que aos que convém, estão sempre lhes mostrando o caminho para a felicidade.

Por outro lado, o medo de viver uma história de amor fracassada tem levado muitos à desistência, antes mesmo de tentarem. Mas como se diz… “Quem não arrisca, não petisca”. E a virtude está no investimento, esse é o meio, porque o começo é sempre o despertar do sentimento.

Então o que aprendemos é que depois de brincarmos, cantarmos e dançarmos sob a expectativa de um amor puro, gostoso e sem imposição, seria até ofensivo colocarmos um ponto final num relacionamento, mas muitas vezes é necessário. E por quê?


Por que o amor é antes de tudo, parceria. E aprendemos a nos manter de pé, porque há alguém disposto a caminhar conosco. Diante da possibilidade da separação, o caminho será dividido, mas o rumo continuará sendo o mesmo. O que nos leve à sobrevivência!  Embora no início de um relacionamento tudo seja fonte de inspiração, quando chega a fase crítica, tudo passa a ser mais complicado. E um relacionamento não é papel que se possa amassar e jogar fora, o tema “amor” é muito mais complexo no final, que no início ou no meio. Mas devemos valorizar cada momento de convivência. Mesmo que haja apenas cumplicidade.

Enfim, existe a hora de ligar o “desconfiômetro” e perceber que existe a hora de desistir e a hora de tentar reconstruir. E é nessa hora que usamos o poder do discernimento, para que não caiamos em descrédito e assim, o que era amor, se torne em ódio.

Não existe fórmula ou receita pronta para a frase “não te amo mais”, porque muitas vezes, não se pode avaliar as circunstâncias que levaram o relacionamento a esse ponto. Temos sim, que para saber usar as palavras com lucidez. E depois, cada caso é um caso. E com certeza caberá a cada um de nós observar e refletir sobre as futuras circunstâncias. Que cada um de nós possa pensar nos prós e contras e principalmente ouvir aquilo que o nosso próprio coração tem a nos dizer.

Afinal, temos que pagar o preço, porque desistir também é um sinal de coragem.

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Direitos autorais da imagem de capa: janifest / 123RF Imagens





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