Comportamento

Só elas! Pela primeira vez, equipe formada apenas por médicas realiza transplante de fígado

A equipe de profissionais composta apenas por mulheres fez a operação no Hospital El Cruce, na Argentina.



Durante muitos anos, na história da humanidade, o campo médico foi composto exclusivamente por homens. As mulheres sempre se envolveram com a área da saúde, já que trabalhavam como parteiras, curandeiras, mas seu conhecimento era adquirido apenas de maneira considerada informal, pois apenas os homens conseguiam frequentar faculdades e obter diplomas.

A primeira mulher a ser aceita em uma universidade foi a inglesa Elizabeth Blackwell, em 1847, no Geneva Medical College, na zona rural de Nova Iorque. E entrar não foi tão simples, foi apenas na 13ª vez que a faculdade aceitou sua submissão, e apenas em tom de deboche, já que os professores acreditavam que ela jamais conseguiria finalizar o curso.

Em 1849, Elizabeth se tornou a primeira médica com graduação da história, formando-se com honras, entre os melhores da turma. Quase duzentos anos depois desse feito, uma equipe só de mulheres se tornou a primeira a realizar um transplante de fígado na Argentina.


Segundo o jornal Clarín, a Dra. Magalí Chahdi Beltrame, cirurgiã que liderou a equipe, explica que a história da medicina foi ofuscada diversas vezes pela discriminação sofrida pelas mulheres que queriam ser levadas a sério.

O transplante foi feito no dia 17 de março, num paciente de 47 anos, de Avellaneda.

Direitos autorais: reprodução/arquivo pessoal.

A médica explica que as cirurgias de transplante são de urgência, sem nenhum tipo de programação. O grupo de médicas se reuniu por acaso, culminando nesse histórico encontro. Antes de a operação começar, as médicas Magalí, Maria Luján del Bueno e Lourdes Mollard já estavam no hospital. Elas logo se deram conta de que eram todas mulheres, e acharam graça da situação.


Em seguida, juntaram-se à equipe outro time feminino, composto pela anestesista María Eugenia Fernández, a técnica Silvina Vagelli, as instrumentistas Cintia Ungini e Camila Ramírez e as técnicas em hemoterapia e raios X María Julia de la Paz Alarcón e Claudia Lema.

O homem sempre teve mais peso que a mulher na maioria dos campos, na medicina isso acontece a tal ponto que apenas 60 anos depois do primeiro transplante de fígado, uma equipe formada só por mulheres fez essa cirurgia.

Magalí conta que existem pacientes que não querem ser operados por mulheres, preferindo um homem na mesma posição.

Direitos autorais: reprodução/arquivo pessoal.


A equipe composta por nove mulheres superou as adversidades e desigualdades de gênero no campo da medicina. Magalí explica que o importante é ter força para passar pelas dificuldades, sem abaixar a cabeça e continuar a batalhar pelos seus sonhos. Além disso, acredita que os homens devem acompanhar suas colegas, promovendo sempre a igualdade de gênero.

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